Fome?
Publicado por fsantos em Sexta-feira, Maio 9, 2008
A histeria que por aí anda sobre os aumentos dos preços dos alimentos tem que se lhe diga, tal como os referidos aumentos.
É impossível verificarem-se os aumentos brutais que temos testemunhado apenas pelo mecanismo de preços do mercado. O recurso crescente aos bio-combustíveis e o aumento do poder de compra de países como a China, Índia e até Brasil não pode justificar tais aumentos, sobretudo da forma abrupta com que estão a ocorrer. Existe claramente uma grande especulação, quiçá açambarcamentos em grande escala. Com que intenções? Algumas pistas:
- por pura frieza de especulador, procurando valorizar os bens que se vende;
- promoção da agricultura totalmente industrializada e química, extensão das áreas de plantação e completa mecanização da agricultura; tornar “evidente” que a agricultura tradicional e biológica não tem condições para fazer face à procura crescente de alimentos; destruição do que ainda resta do mundo rural tradicional, dos seus valores e “preconceitos”;
- interesses das grandes petrolíferas, de modo a que fique “evidente” que o mundo ainda não está preparado para reduzir a sua dependência do ouro negro;
- interesses ideológicos que levem a um maior envolvimento do mundo ocidental nos países pobres, que pode ser por via de ajudas directas, de investimento – ou por uma maior “flexibilidade” na forma como aquele lida com a imigração: tal como se tem passado com outra histeria – a relativa ao alegado aquecimento global – também o espectro da fome cria as condições ideais para que os promotores da imigração para a Europa passem a sua mensagem e levem a sua avante.
Neste cenário, mais uma vez se conciliam os interesses do grande capital apátrida e desprovido de princípios e os da esquerda apostada em destruir o mundo ocidental, ou o que dele resta.
pvnam disse
—> Os montes de IDIOTAS ÚTEIS que andam por aí que abram os olhos duma vez por todas: o caos proporcina oportunidades… que os capitalistas selvagens adoram aproveitar…
euro-ultramarino disse
Muito bem especulado, Caro Atrida. Duvido que o humanitarismo globalista não aproveite a oportunidade para engrossar sobremaneira as legiões de imigrantes do terceiro mundo que invadem a velha Europa em dissolução. Não houve para aí alguém que disse ser a “nação” o primeiro ferrolho a ser despedaçado? Que melhor forma de eliminar una nação do que derrubar as suas fronteiras e transformá-la num regabofe e free-for-all da imigração de outras latitudes, dissolvendo a sua identidade?
O projecto mundialista avança a passos de gigante e tudo indica que vamos assistir a uma prodigiosa aceleração da sua dinâmica.
Um abraço.