A (quinta da) fonte dos problemas
Publicado por fsantos em Terça-feira, Julho 15, 2008
Após semanas de trabalho intenso, que pouco tempo livre me deixaram para blogar, aproveitei para gozar umas mini-mini-férias, longe de computadores e net, sem pegar em jornais nem ver televisão. Descansar do trabalho – e do país (ou do que resta dele).
De regresso à labuta e aos problemas, destaca-se na actualidade a guerra civil num subúrbio de Lisboa, palco de afrontamentos entre ciganos e africanos, que meteu feroz tiroteio, oportunamente captado por câmaras de televisão, que impediram que o governo e as boas consciências anti-racistas abafassem o problema.
Se bem que do caso sobressaia a questão da imigração, em particular de alguns dos seus efeitos, há outros factores a ter em conta:
- a ausência de segurança em largas áreas urbanas de Portugal;
- o crescimento ao longo de décadas de bairros a que com mais propriedade se chamaria anti-sociais, com interessante incidência em diversos concelhos que durante muito tempo foram (ou são ainda, como Almada) de maioria comunista (que pratica(ra)m a replicação dos insalubres e deprimentes blocos de apartamentos onde os dirigentes da Europa de Leste enclausuraram o desgraçado do “homem novo”);
- a consagração prática da limpeza étnica do bairro em questão, onde a facção melhor armada e preparada para o combate obteve a expulsão do inimigo;
- o contraste brutal entre, por um lado, país político e país real e, por outro, o mundo das ideologias distanciadas das realidades e a realidade da coexistência de comunidades que se detestam e são forçadas a coabitar.
E, claro, temos a questão da imigração desregrada e do amaciar do pelo dos “coitadinhos dos imigrantes que nos demandam em busca de uma vida melhor que muitas vezes é negada pelos malandros dos autóctones”, alvo de todas as compreensões e desculpabilizações, de que o expoente máximo foi a ridícula visita de Jorge Sampaio à Cova da Moura após o arrastão de Carcavelos, há dois anos. Na altura o presidente da república procurou saber (quiçá pedinchou) junto do embaixador de Cabo Verde se a sua segurança estaria assegurada. Como é que se pode esperar que “eles” nos respeitem se o principal órgão de soberania se degradou e desqualificou aos seus olhos, envergonhando o país e dando a entender que este é território ocupado: por meliantes – muitos deles imigrantes (envergonhando também os imigrantes honestos e trabalhadores) – e por pulhíticos que parecem apostados em liquidar o que resta do que em tempos foi um grande país, digno e de elevados horizontes.
pvnam disse
«… e do país (ou do que resta dele)…»
Pois é, pois é:
1º -> Os ‘descendentes de Obikuelus’ (e afins) estão com uma evolução demográfica imparável…
2º -> Os casos do Kosovo, da Quinta da Fonte 2008, etc são exemplares: ao perderem o controlo demográfico da situação… os nacionalistas irão ficar completamente à mercê dos ‘descendentes de Obikuelus’ (e afins)…
3º -> Quando dominarem demograficamente a situação… acontecerá um Novo Tratado de Tordesilhas [7 de Junho de 1494]: os ‘descendentes de Obikuelus’ [Africanos, Árabes,etc.] irão efectuar, entre si, a divisão/partilha da Europa!
4º -> É óbvio que as nações europeias já têm encontro marcado com o CAIXOTE DO LIXO da História.
Nota: o desmoronamento da BASE SOCIOLÓGICA que esteve na sua origem… irá inevitavelmente provocar [só os otários é que não vêem isto] o desmoronamento das nações europeias.