É óbvio…
Publicado por fsantos em Quinta-Feira, Março 19, 2009
… que não é coincidência a prisão de Mário Machado ocorrer poucos dias após a publicação de documentos que comprometem familiares de Sócrates (e este, por extensão).
… que não é coincidência a proximidade com o julgamento marcado para 5 de Maio relativo às alegadas ameaças lançadas contra Cândida Vilar.
… que há uma desproporção fantástica entre o rigor policial e judicial neste caso face a situações criminais bem mais gravosas, que têm um tratamento chocantemente benevolente.
… que a contínua associação entre nacionalistas e casos de polícia (ameaças, agressões, tráficos diversos, etc.) continuará, por muitos anos após os factos imputados, a fazer mossa nas hostes nacionalistas e na sua capacidade eleitoral.
Expurgados preconceitos quanto ao ideário nacionalista, muitas pessoas adeririam a este sem hesitações; basta conversar com as gentes no dia a dia, ouvir conversas, ler comentários em blogues e jornais para não ter muitas dúvidas de que o potencial eleitoral de um movimento nacionalista credível é muito superior a 10% dos votos.
Mas quando se dão tiros no pé, quando não há demarcação face a comportamentos que só beneficiam quem e o que se pretende atacar, é obvio que o nacionalismo, em termos eleitorais e não só, continuará a primar pela irrelevância.
Manuel Azinhal disse
Vamos a ver o que dali sai desta vez…
Diogo disse
Neste caso na perna que foi onde o MM acertou na alegada vítima.
Maria disse
Acabei de perder um comentário abordando a detenção de Mário Machado e a mise-en-scène lhe está adstrita, em que classificava apropriadamente o bando de hipócritas que, da justiça à política e vice-versa, enxameiam Portugal fingindo que o governam. E eles ainda têm o desaforo de proclamar que existe liberdade no país e que a justiça que por cá se pratica é igual para todos… A mentira e o cinismo destas inomináveis gentes elevam-se a tais alturas que só corridos a varapau. Não sem antes levarem um enxerto de pancadaria.
Voltarei a este assunto.
Anónimo disse
FSantos, na mouche.