Clínicas de aborto a anunciar na TV
Publicado por fsantos em Quinta-Feira, Março 26, 2009
Um observatório na dependência do governo britânico estuda a possiblidade de ser permitido o anúncio na televisão a clínicas de aborto, como uma «forma de reduzir a gravidez em adolescentes». Chega a alegar-se que esse será um passo necessário rumo a «uma maior saúde sexual»!
Como se vê, as actividades pró-abortistas não terminam com a legalização daquela prática, procurando-se sempre aumentar o número daquelas que a ela recorrem (até porque é um negócio, não o esqueçamos), promovendo-se a desresponsabilização das adolescentes. Não se ataca o âmago da questão, que é a promoção permanente das relações sexuais desligadas dos afectos; não esperando que o sexo entre adolescentes se reduza drasticamente não deixa de ser constrangedor ver a mídia promover sem descanso o sexo entre jovens, pessoas ainda em formação, confusas quanto aos seus sentimentos, confusas quanto à transformação do seu próprio corpo – e marteladas sem cessar com imagens de relações sexuais mais ou menos veladas, o que conduz quase à auto-culpabilização em situações em que a jovem não responda aos avanços de que é alvo (quando não é ela própria a tomar a iniciativa, como uma forma de tentar solidificar uma relação e de se afirmar como mulher).
O resultado é dramático, com jovens ou mesmo meninos envolvidos em situações para as quais não têm maturidade, delas saindo mais confusos e inseguros. Depois, há todo o rosário de doenças e gravidezes inesperadas.
A hipócrita sociedade actual, defendendo a liberdade (certa liberdade, claro) e a abolição de “preconceitos” (instituindo muitos mais), gera a cada dia que passa mais infelizes e alienados, mais dependentes de estímulos e reagindo a estes quase como animaizinhos irreflectidos. Ao melhor estilo orwelliano, defendem-se abertamente conceitos abstractos e procura-se implementar o inverso do que significam as palavras empregues. Institui-se uma sociedade escravizada. Com uma nuance trágica: os escravos não se apercebem que o são.
Manuel Azinhal disse
Fazer publicidade às clínicas de abortos como “uma forma de reduzir a gravidez”… parece absurdo, para abortar é preciso engravidar primeiro.
Mas, pensando bem, têm razão: o aborto acaba com muitas gravidezes! Imensas!
Maria disse
Mas a ideia é mesmo essa, publicidade a rodos às clínicas d’abortos para incentivar a juventude a iniciar relações sexuais sem peias nem quaisquer problemas de consciência e quanto mais cedo melhor. Um miúdo inglês de 11 anos foi pai há pouco tempo, uma bela idade para sê-lo de facto…, o que se passou com esta criança – abstraindo-nos por momentos do acto em si que a diabólica modernidade promove, legaliza, incentiva e aplaude – é que ele era demasiado imberbe para saber da existência deste tipo de clínicas e muito menos o que significava um aborto e pelo visto não teve ninguém por perto que lho explicasse, a ele e à mãe da criança, caso contrário este ser humano não teria escapado à pena de morte. De modo que para resolver ràpidamente as gravidezes precoces e/ou indesejadas lá estarão as benfazejas clínicas abortadeiras, uma em cada esquina como é norma e a industrialização obriga, para dar vazão à respectiva procura. Para além doutros meios mais gravosos, se tal é possível, a que as jovens inocentemente recorrem e postos subreptìciamente à sua inteira disposição pelos mesmos benfeitores respaldados por leis assassinas conjecturadas por cérebros de diabólicos democratas. (Como, por exemplo – ouvi um dia destes num telejornal qualquer – os médicos “já” estarem a aconselhar(!) a pílula do dia seguinte(!!) independentemente da idade da jovem, quando ainda não há muitos meses as mesmíssimas doutas criaturas a desaconselhavam de modo absoluto pelo perigo que acarreta para qualquer mulher e por maioria de razão para uma adolescente…). Este, o assassinato diário a nível global de milhões de seres em gestação por meio do aborto, é só mais um dos variadíssimos métodos criminosos perfeitamente legalizados, através dos quais se está a conseguir reduzir dràsticamente para metade a população mundial. Mais uma modernice vitoriosa de que se podem orgulhar todas as democracias do planeta. E o objectivo último dos demoníacos mundialistas.
Diogo disse
Patético. E depois admiram-se quando uns malucos (?) em gesto de desespero se passam e resolvem metralhar esses autênticos talhos de seres humanos.
Joaquim M.ª Cymbron disse
Não resisti à tentação de fazer a ligação para este texto, no blogue ‘Pela Vida’.
Se entender que foi um abuso, desde já peço que me releve a falta. Mas foi a qualidade na apresentação da notícia que me arrastou a isso.
fsantos disse
Caro Joaquim, disponha sempre.