Combate cultural e escravidão
Publicado por fsantos em Quinta-Feira, Julho 2, 2009
A necessidade de um combate cultural à direita extravasa em muito a necessidade de afrontar o monopólio da esquerda sobre a opinião. Nos momentos quase apocalípticos que vivemos, em que a inteligência mergulhou nas profundezas do espírito e sobrevive em algumas mentes lúcidas e acossadas, torna-se mais do que nunca premente denunciar o estado totalitário em implementação.
O ideal tanto da esquerda como dos bilderbergers ancorados no big business é transformar as pessoas em cãezinhos de Pavlov, que reajam a instintos sabiamente ministrados de uma forma programada. O trabalho de sapa tem sido tanto ou mais profícuo quanto hoje em dia:
- se se fala em Salazar, a mente do comum dos mortais associa de imediato o nome do estadista a ditadura, polícia política, atraso, etc.;
- ao ouvir o nome Franco pensa logo em mortandade dos pobre republicanos às mãos dos bárbaros fascistas;
- ao pensar em Che Guevara não vê um guerrilheiro terrorista marxista que sonhava com o sangue das vítimas mas sim um puro idealista combatendo pela liberdade e felicidade dos povos oprimidos.
Estes meros exemplos revelam a que ponto as pessoas são induzidas a não pensar e sim a reagir de forma instintiva – e todas da mesma forma, tal como os animais que vivem em grupo reagem da mesma forma às ameaças e aos estímulos exteriores.
A vida em cidades grandes, a televisão e outros meios de desinformação em massa, o cansaço associado a uma vida exigente (trabalho em excesso, horas no trânsito), o medo de ameaças (terrorismo, doenças contagiosas, alterações climáticas) sabiamente orquestradas – tudo vai no sentido de escravizar as pessoas.
A denúncia deste plano maquiavélico é dever de todos os que prezam a verdadeira dignidade do Homem, não aqulea que é propagandeada e que - bem orwelianamente – mais não é que uma máscara para o seu contrário.
manuel disse
Tem toda a razão.
A propósito, solicito apoio para aquela petição que publicitei no “Sexo dos Anjos”.
Miguel Vaz disse
Grande mudança estética, sim senhor.
Força!
Anónimo disse
Grande mudança estática
Força carago
O Corcunda disse
Acertas na “mouche”. O problema é que muitos do que falam da libertação do Homem das garras da ofensiva bovinizante apenas a pretendem substituir pela anomia.
Não é raro ver que os que acreditam que “outro mundo é possível” se deixem enlear no único mundo que conhecem. É por isso que muitos dos que desprezam este mundo decaído apenas o queiram substituir por outro onde se alcançam as mesmas finalidades, mas através de outros meios.
O etnicismo como forma de obter uma segurança que só existe nos contos de fadas, a destruição de toda a honradez e serviço através da ideia de que o Estado ou a Nação somos nós…
As piores receitas do “oitocentos” ao serviço do mesmo fim do capitalismo, o homem como servidor do homem.
Grande abraço
Flávio Gonçalves disse
Bom, no caso do Che eu acredito que ele foi as duas coisas