Odisseia

«Mas está oculto no seio dos deuses se voltará ou não, para se vingar deles na sua casa.» (Homero)

“Velhopress”?

Posted by atrida em Quarta-feira, Março 5, 2008

Não vi com bons olhos a mudança de gerência no Novopress. Anunciada como necessária dada a «persistente insistência pela parte da, até ao momento, equipa editorial deste espaço internético em publicar artigos retirados de uma página de internet profundamente anti-identitária, na qual os identitários em geral e a Causa Identitária em particular são sistematicamente alvo de difamação e insultos vários» esta alteração na equipa que mantém a secção portuguesa da Agência informativa identitária Novopress configura uma diminuição da independência (e irreverência) da equipa cessante, que concedia «voz a todos, […] mostra[va] pontos de vista alternativos, […] tenta[va] os leitores a pensar pela sua própria cabeça».

Não sei a que página “profundamente anti-identitária” se refere o comunicado, e na verdade isso nem me interessa particularmente. Compreendo que ninguém goste de dar voz a quem nos insulta mas será que esses insultos eram reproduzidos no Novopress ou este apenas fazia referência a outros textos dessa página?

Antevejo para o Novopress um maior confinamento na visão identitária da realidade, concedendo menos (ou nenhum?) espaço a outras visões da Europa e da actualidade em geral. Não digo que a página deixe de ter interesse mas tenderá certamente a transformar-se num órgão oficial da Causa Identitária. Perde a liberdade de expressão e perde espaço a pluralidade de opiniões na área nacional, confirmando a apetência desta para a lógica do ghetto.

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9 Respostas to ““Velhopress”?”

  1. Tenho defendido nalguns espaços a criação de uma agencia de noticias verdadeiramente independente e que dê voz a todos. Tenho recebido algumas mensagens de apoio, pelo que julgo que dentro em breve teremos fumo branco.

  2. Anónimo said

    Diz-se que na Conferência da CI o líder Diogo Canavarro assumiu, finalmente, que o movimento identitário não é nacionalista. É um progresso em termos de sinceridade.

  3. É natural que o Novopress exclua das suas páginas quem actua como o inimigo, mesmo que se faça pasar por pertencente à chamada área nacional. Não é aceitável sob forma alguma ou em momento algum que o passatempo predilecto de alguns seja o comportamento que se censura no inimigo, isto é, a difamação cobarde e reles, a mentira recorrente, a injúria permanente.

    Por outra parte, não deixa de ser curioso verificar os mais rabiosos inimigos da democracia insurgirem-se frente a uma medida, digamos, de pulso, da parte da administração do Novopress (entenda-se, a associação Causa identitária). Democratas de última hora ou por conveniência é o que são.

    Por fim, é igualmente normal que o Novopress refira insestentemente os identitários, não fossem estes quem mais se destaca na chamada área nacional por esta Europa fora. Quem quer agências independentes (uau, eu também acredito no pai natal!) que crie a sua (pelos vistos a altemerdia não serve!).

    Saudações ao FSantos e parabéns pelo novo blog, o qual tomei a liberdade de anunciar no Novopress.

  4. Atrida said

    Caro Arqueofuturista, antes de mais obrigado pela visita e incentivo (aqui e no Novopress). V/ sabe que não sou identitário e que tenho muitos pontos de discordância com o seu ideário. Lamentei o realinhamento do Novopress e não vejo qualquer incoerência entre essa posição e o meu anti-democratismo. É frequente o erro de confundir democracia com liberdade de expressão, como se a forma de eleição tivesse algo a ver com a liberdade de expresssão. O que aliás constatamos é que, quanto mais se “aperfeiçoam”, mais as democracias mostram a sua aversão à livre expressão do pensamento.
    Eu não acredito no Pai Natal mas gostava que houvesse uma agência que desse voz às várias correntes nacionais (o Novopress conseguiu-o por algum tempo), como sugere o Vítor. O problema é que o ambiente está tão crispado que se geram antagonismos de uma violência que espanta (ou talvez não).
    Esperemos por dias melhores (pelo Pai Natal?).
    Saudações a todos.

  5. Caro Atrida, lamento não me ter expressado devidamente, já que as minhas observações sobre o democratismo apressado de alguns não se destinava a si, mas a quem, desavergonhadamente o utiliza só quando é conveniente, quando no seu intímo idealizam regimes inspirados em Kim Il Sung.

  6. Atrida said

    Meu caro, eu percebi que não era a mim que se estava a referir. Aproveitei as suas palavras para referir que se pode não ser democrata e mesmo assim defender um fórum aberto na área nacional.

  7. Estamos a ultimar a criação de uma agência de notícias verdadeiramente independente.
    Haverá lugar para todos mesmo para os senhores do lápis azul.
    Dentro em breve daremos notícias.

  8. Infelizmente o arqueosionista tem razão no que diz, a Altermedia tem muitas limitações gráficas e políticas, sendo as segundas as mais irritantes. Infelizmente lá longe da França já chamaram a atenção ao Altermedia português por publicar notícias referentes a alguns movimentos que nos agradam mas que devido à querela NR versus identitários – que começou lá na terra dos francius – nos aconselharam a não promover.

    Os nacionalismos não-raciais e mais à esquerda ficam fora do Novopress, os nacionalismos identitários ficam fora da Altermedia, no conjunto acaba por não se noticiar muita coisa (como por exemplo o movimento luso-patriótico multicultural da revista Nova Águia http://novaaguia.blogspot.com que nenhuma das duas agências promoveria) torna-se urgente que surja algo novo e independente (a pessoa indicada para assumir algo do género seria o Vítor ou alguém mais independente, se houver).

  9. o corcunda said

    Parece-me que a CI tem toda a razão neste caso. Não apenas porque o espaço é deles, mas por não quererem ter na sua página mensagens contra si próprios. É da mais elementar lógica. Para além disso há por aí uma tendência (a que tu não foges, caro Átrida) a falar de um “nós” que não existe. Como se pode fazer uma frente entre gente que diz coisas opostas? Como se podem juntar pessoas de esquerda, racialistas e conservadores (tradicionalistas, monárquicos, etc.) sem que exista uma parte grande a submeter-se a coisas que são o contrário do que defendem?
    Por exemplo, um conservador não pode aceitar o estatismo e a redistribuição social igualitária dos TIR’s, p.ex. Um Identitário não pode aceitar que a comunidade não seja sobretudo um vínculo material, ao contrário do tradicionalista que vê a comunidade como uma forma de amizade ou amor superior à matéria.
    Quem prescinde destes elementos que são essenciais é porque não acredita neles o suficiente e portanto nunca foi aquilo que disse ser. Quem aceita que se propaguem todas as mensagens (mesmo as contraditórias) acredita em alguma coisa? Então, porque não divulgar manifs do BE ou do Garcia Pereira (esquecia-me que também há admiradores desse senhor alumiado por genocidas e defensor do internacionalismo proletário)?
    Tive muito gosto em dar aquela entrevista ao Miguel Vaz, apesar de se saber o que penso do racismo ou do racialismo, ou lá o que aquilo seja. Todos os pódios são bons para o cristão. Acho que o interesse e qualidade que a página tinha se irá esgotar, mas isso já são outros quinhentos…

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