Odisseia

«Mas está oculto no seio dos deuses se voltará ou não, para se vingar deles na sua casa.» (Homero)

Nós e Eles (cont.)

Posted by atrida em Terça-feira, Março 18, 2008

I mean he get off lightly, ‘cos I would’ve given him a thrashing – I only hit him once!
It was only a difference of opinion, but really… I mean good manners don’t cost nothing do they, eh?”

(Pink Floyd, “Us and Them”, 1974)

O debate aqui iniciado chega agora a esta casa e também a esta, felizmente sempre a um nível elevado, longe da imagem evocada pelos Floyd… Participem.

Não queria deixar de destacar a atilada visão do Miguel Vaz, expressa na caixa de comentários referida:

«O Nacionalismo tem muito a dizer no parlamento. A defesa da família, dos valores tradicionais. A luta contra o emprego precário, uma realidade cada vez mais presente nos dias de hoje. A promoção da identidade nacional, seja cultural, histórica, linguística ou étnica. A defesa do ambiente, do ordenamento do território, da biodiversidade. A dignificação das forças armadas e das forças de segurança, o primeiro garante da soberania nacional. A crítica aberta à globalização económica, à uniformização e à formatação mental. A defesa do Estado Social, do direito à Saúde, à Educação e à Habitação. A luta contra a desertificação e a promoção do mundo rural, último reduto das tradições portuguesas.
Como se vê, em quase tudo isto, seja a Causa Identitária, seja a TIR, seja o PNR, seja o próprio Corcunda, estão de acordo ;)
Porquê procurar as diferenças quando os pontos em comum estão tão à vista?»

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16 Respostas to “Nós e Eles (cont.)”

  1. O Corcunda pelos vistos é do contra =)

  2. o corcunda said

    Parece que sim. Mas quando vejo os identitários e os socialistas nacionais a atacarem todos os pressupostos da espiritualidade cristã, que perpassa toda a História de Portugal (pelo menos a boa) a coisa não me preocupa minimamente.
    Odeio a cultura dos direitos abstratos dos socialistas e o materialismo genético do pensamento identitário e vejo-as como a antítese do que se deseja para Portugal.
    Até em termos de “expediente político” não se percebe porque é que algum tradicionalista deve fazer alianças com tais grupos que são minoritários em termos de expressão social. Se é para ganhar visibilidade há grupos com muito mais poder e muito mais recepção à ideia de uma tradição portuguesa que os europeístas identitários e os que vão beber a sua inspiração a movimentos europeus “pós-fascistas” de alinhamento com a esquerda.
    Essa ideia de que é tudo a mesma coisa é um erro, gerado sobretudo pela amizade entre algumas pessoas que encabeçam as várias propostas políticas, mas a taxa de intersecção entre as várias propostas é ZERO.

  3. Curioso (M.D.) said

    Pergunto ao comentador anterior: devem ser negados os cuidados de saúde (assistência médica, operações, etc…) a quem, simplesmente, não tem dinheiro para os pagar?!

    Sim ou não?

    A reter:

    “The U.S. spends more on health care, both as a proportion of gross domestic product (GDP) and on a per-capita basis, than any other nation in the world. Current estimates put U.S. health care spending at approximately 16% of GDP,[1] the world’s highest.[2”

    “When public and private spending are added together, the U.S. spends more per capita than any other nation.[6] Americans without health insurance coverage at some time during 2006 totaled about 16% of the population, or 47 million people.[4] Health insurance costs are rising faster than wages or inflation, and medical bills are overwhelmingly the most common reason for personal bankruptcy in the United States.[7]”

    fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Health_care_in_the_United_States

    As teses liberais e libertárias são muito bonitas, mas apenas na teoria.

    E ainda a consultar: http://www.washington.edu/alumni/columns/dec07/content/view/79/1/1/5/

    Surpreendidos?!
    Eu não.

  4. Concordo com o Corcunda, obrigam-nos a conviver a todos no mesmo saco quando na realidade pouco temos em comum.

  5. Caturo said

    De facto, do que se fala quando está em causa o Nacionalismo?
    Não interessa se uns e outros dizem querer defender Portugal – não há possibilidade de aliança entre quem tem, não apenas conceitos diferentes, mas conceitos diametralmente opostos. Não é possível, por exemplo, conciliar um ideário centrado na consciência de sangue e de integral lealdade à Estirpe, com lugar de destaque para o folclore, com a agenda de quem quer e sempre quis fazer de Portugal um serviçal da «Santa» Sé, um instrumento para a difusão mundial duma doutrina militantemente universalista e essencialmente adversa ao espírito de Estirpe, que significou o advento da mentalidade religiosa de pária como modelo único e obrigatório a seguir.

    Não é pois possível ter no mesmo projecto, na mesma frente, sequer no mesmo sector ideológico, quem honra a integralidade da sua herança racial e étnica e também quem quer impor a doutrina cristã como critério condutor. Ao fim ao cabo, estes dois modos de ver estão mais distanciados entre si do que quaisquer outros. Há menos distância entre um militante do BE e um cristão do que entre um racialista e um patriota cristão. Ao mesmo tempo, é menos mau, para um racialista, votar no PCTP/MRPP do que em qualquer partido orientado pelo patriotismo cristão.

    E porquê?
    Porque a natureza do grande inimigo de toda a consciência de Estirpe é precisamente a do Cristianismo – porque a morte por diluição da identidade em nome do amor universal tem origem precisamente nos ovos de serpente que o Cristianismo colocou na Europa quando há mil e setecentos anos começou a dominá-la.

    Disse Justino o Mártir, um dos doutores da Igreja:
    nós que antes matávamos e nos odiávamos e não compartilharíamos nosso lugar com pessoas de outra tribo devido a seus [diferentes] costumes, agora, depois da vinda de Cristo, vivemos juntos com eles.

    É possível um nacionalista a sério pactuar com isto? Nem por brincadeira.

  6. Caturo said

    De resto, só por grosseirismo ideológico, ou vontade de deturpar, se pode dizer que o pensamento identitário é de algum modo materialista. Sucede simplesmente que os identitários não caem no erro de separar radicalmente o espírito da matéria, como se um nada tivesse a ver com o outro. Quer-se, pelo contrário, a harmonização e a integralidade do humano – a cada Estirpe, o seu credo.

    Enfim, quem diz basear-se na «tradição portuguesa», mas «só da boa», já deixou claro que não fala em nome de nada para além do seu sector ideológico, inerentemente apátrida e pária, por mais bandeiras nacionais que queira ostentar.

  7. Caturo said

    Diz o FSantos:
    Como se vê, em quase tudo isto, (…) estão de acordo.

    Pois, falta o quase. Porque o que é certo é que nem a TIR nem os minhoto-timorenses promovem a identidade étnica do Povo, antes pelo contrário, desprezam-na.
    Ora a consciência e salvaguarda étnica constitui a quinta-essência do Nacionalismo. É aquilo a que há uns tempos se chamava «punti firmi». Quem quer que despreze ou desvalorize este princípio fulcral, não é e nunca foi nacionalista. E foi por não se ter percebido isto há mais tempo, em Portugal, que o Movimento andou sempre estagnado e se geraram muitos ódios que nem surgiriam se as pessoas, sabendo de antemão que nada de crucial as ligava, nem sequer se tivessem tentado unir.

  8. Miguel Vaz said

    Agradecido pela citação, caro FSantos.
    Quanto aos comentários, bla bla bla!
    Abraços e boa páscoa!

  9. Tempo de ler e reler Arthur Kemp…

  10. Caturo said

    Arthur Kemp, o que considerava Portugal como um país mulato… boa ideia, um nacionalista português tem de formar a opinião sobre a sua própria nação com base no que disse um estrangeiro ignorante…

    Para além de ser indigno, é perda de tempo. Kemp já foi refutado amplas vezes, e uma delas até fui eu que o fiz, no Stormfront, discutindo directamente com o sujeito.

    Mas compreende-se que os anti-racistas cá do burgo o recomendem, especialmente aqueles que se tornaram anti-racistas por terem pactuado com os muçulmanos…

  11. Quanto mais conheço os portugueses mais reconheço que o Kemp provavelmente tem razão e que a maior parte dos portugueses são uns mestiços de pretos e judeus com brancos…

    De resto, também se pode recomendar “O Valor da Raça” do António Maria de Sousa Sardinha, pelo que me contou quem o leu (que eu infelizmente não o encontro).

  12. Caturo said

    Tem piada que o Kemp já disse o que disse há que tempos mas nessa altura não se ouviu nenhum anti-sionista a apoiá-lo. Mas pronto, o anti-sionismo tem o seu próprio caminho, era inevitável…

  13. Justiceiro said

    O Caturo como judeu-sionista, que é, está mais interessado em atacar a Igreja do que defender Portugal…

  14. Caturo said

    Antes judeu-sionista do que neo-judeu… é que o primeiro, ao menos, ainda é nacionalista, ao contrário do segundo, que manda amar toda a gente por igual e dar a outra face, e, mais recentemente, querer impingir a toda a gente uma ideia multiculturalista da Portugalidade e mesmo assim armar-se em nacionalista, como deve ser o caso deste pretenso «justiceiro».

  15. O chefe de secção said

    Só mesmo um campeão da ignorância pode dizer que a Igreja manda amar toda a gente por igual. Então não é a Igreja quem defende a família, que é um tipo específico de amor? E não foi a Igreja que passou séculos a falar da importância do patriotismo e dos reinos enquanto forma de amor comunitário?
    Só mesmo uma besta com cabelinho à Danny deVito e armado de uma estupidez inquebrantável não sabe que a Igreja não defende a abolição dos países e fronteiras (já terá ouvido falar de Lepanto?).

  16. Pires da Silva said

    Olha, o Caburro sionista calou-se.

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