Odisseia

«Mas está oculto no seio dos deuses se voltará ou não, para se vingar deles na sua casa.» (Homero)

De tratantes e tratados

Posted by atrida em Quinta-feira, Abril 24, 2008

Ao menos podiam ter esperado por amanhã para, em sessão solene, associar duas traições, ambas consumadas nesta pobre capital que já foi do Império e onde agora tratantes, tratadistas, paridores d’Abril e demais trastes imperam.

Desprezo a vossa liberdade de sentido único; desprezo o vosso aparente idealismo, capa de fraco material que não dá para ocultar o vosso apreço pelo dinheiro e pela boa vida; desprezo a vossa alegada afeição à auto-determinação, que muito beneficiou a vossa conta bancária e a prosperidade dos vossos negócios; desprezo a vossa “ética republicana”, que convive lindamente com o abandono de populações inteiras à sua sorte e com a morte de milhões de inocentes para proveito e glória do mundo comunista (obra de outro tratado, este de Alvor, bem pertinho do Vau); desprezo os vossos “princípios”, que casam na perfeição com a rede de corrupção, compadrio e pura vigarice que estenderam sobre todo o estrelicadinho território que nos legaram em (pouca) sorte; desprezo o vosso propagado “humanismo”, que não se incomoda com o tráfico negreiro dos nossos dias, que permite embaratecer as grandes obras que adjudicaram aos vossos amigos e financiadores, ao mesmo tempo que alegra os que querem diluir os povos europeus num magma indefinido, desenraízado e submisso. Os vossos “princípios democráticos” consistem em destruir tudo o que séculos de afanosos lusitanos erigiram com esforço. Para eles o meu desprezo profundo.

Amanhã passa mais um aniversário sobre o passamento daquela que foi uma grande Nação e hoje governada é por quem troca a soberania e a dignidade por um poleiro e por um punhado desse horror metálico de nome euro.

Mais do que nunca olhemos para os gloriosos exemplos da nossa História e tentemos encontrar a inspiração patriótica e de altos valores que a presente época desdenha.

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2 Respostas to “De tratantes e tratados”

  1. Parabéns pelo texto, Caro Atrida. É assim que um Português de lei sente o crime cometido contra a sua Pátria. Não esquecer. Não perdoar.
    Um forte abraço.

  2. ( … ) Mais do que nunca olhemos para os gloriosos exemplos da nossa História e tentemos encontrar a inspiração patriótica e de altos valores que a presente época desdenha. (sic)

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