Odisseia

«Mas está oculto no seio dos deuses se voltará ou não, para se vingar deles na sua casa.» (Homero)

A afirmação de certo ideal

Posted by atrida em Quarta-feira, Dezembro 17, 2008

O judeu vai-se libertando à medida que o cristão se torna judeu. (Karl Marx)

O mundo materialista que nos foi dado em sorte viver não surgiu do acaso, da confluência da acção isolada de empreendedores. Ele é a realização, a afirmação, a libertação do ideal judaico. Se, para um dos Rockefellers, “a União Europeia é a realização política do ideal judaico”, toda a estrutura da sociedade assente no primado da economia e das finanças é a implementação de um certo modo de vida, que na “obscura” (como a propaganda do regime nos quer fazer crer) Idade Média era olhado com desprezo e com a Idade das Luzes (serão as luzes do brilho do ouro?) se começou a afirmar com mais decisão.

O ser humano passa a ser um homo economicus, supostamente movido pelos seus interesses materiais; perde referências culturais e históricas; perde raízes e vive em cidades iguais umas às outras; reprime sentimentos de identidade e acolhe, obrigado, ideais mundialistas. Vive para o dinheiro e o conforto; despreza o sacrifício, o idealismo desinteressado.

Só um povo, precisamente aquele que promoveu incansavelmente este estado de coisas, pode abertamente continuar a afirmar ainda com orgulho a sua identidade, as suas crenças, a sua história, o seu direito a um território. Não é por acaso que um seu ilustre membro, agora a braços com um escândalo financeiro de enormes proporções, seja também um generoso contribuidor para a causa sionista. O ideal estará completado quando apenas um povo à face da terra se puder orgulhar de ter resistido à mundialização.

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2 Respostas to “A afirmação de certo ideal”

  1. Diogo said

    Os judeus não têm identidade, nem crenças, nem história, nem direito a um território. O judaísmo sempre foi uma maçonaria. Vai recrutando os seus membros entre os bem colocados e as boas promessas.

  2. O Corcunda said

    Não deixa de ser interessante que a Modernidade e o seu pensamento político tenham apoiado os seus modelos políticos no Antigo Testamento. Basta ver o pensamento inglês radical dos séculos XVII e XVIII e todo o despontar de radicalismos e milenarismos para ver a forma como estes Protestantismos operaram uma tentativa de impor uma visão cristão que ignorasse mais Cristo. O Deísmo de que a modernidade e o liberalismo enfermam é uma oposição a Cristo que vai muito no sentido da fé judaica: o mundo que se realiza e tem o seu fim e referencial neste mundo, um materialismo que se apoia nessa ideia, um predomínio do comportamento e da acção acima da pureza da alma.
    Como lembra o comentador anterior, não há maçonaria que não se apoie nessas premissas.
    Ao contrário do que muita da Direita pensa, Marx foi um grande pensador, que tinha plena consciência de que a Modernidade desembocaria no socialismo ou no niilismo. Nunca escondeu que o seu pensamento era filosofia judaica. Como já não havia Cristianismo a Modernidade ou se negava ou aceitava a sua vocação primordial.

    Grande Abraço

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