Odisseia

«Mas está oculto no seio dos deuses se voltará ou não, para se vingar deles na sua casa.» (Homero)

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Era bastarda

Posted by atrida em Sábado, Abril 25, 2009

«Naturalmente – é isso que se comemora nestes 10 anos de «25 de Abril» – que surgiu um novo tipo, um novo esquema de profissões: os políticos, os estadistas, os governantes ou como tal denominados, autodenominados é mais exacto! E esses, relapsos ao trabalho, relapsos à verdade, relapsos à prática do Bem e da Virtude, irrompendo das alfurjas, da clandestinidade, da pseudoexpatriação, falsos deportados, muitos deles falsos presos do «fascismo», alguns formados com cursos universitários à custa dele…, ministros, deputados, membros de partidos, chefes putativos seja do que for, logo se espanejaram ao sol da exibição como incansáveis «voyajeurs» por toda a parte onde fosse possível esbanjar uns contos de reis, umas dezenas, umas centenas ou mesmo uns milhares… Para que servia, no fim de contas, a delituosa «pesada herança»? E quando ela se acabasse, haveria ainda solução para a dificuldade: este país ainda tinha crédito lá fora, tinha um património cá dentro e era detentor de posições valiosas… Que era indispensável corromper também. Pedia-se – e pediu-se – emprestado, quase sempre como quem mendiga, rastejando e de carapuço enrodilhado nas mãos. O que era indispensável era que prosseguissem as passeatas inúteis e as jantaradas de nababos!…

«A factura, essa, fica para os nossos filhos, para os nossos netos, para os nossos bisnetos, para os nossos tetranetos, enquanto o território e as suas posições se vão progressiva mas inequivocamente transformando em colónia dos colonizadores que não soubemos manter distantes e afastados da cobiçada presa…»

Mattos Gomes, “A Década Bastarda: Abril de 1974 a Abril de 1984”, Edições Fernando Pereira, 2ª edição.

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