Odisseia

«Mas está oculto no seio dos deuses se voltará ou não, para se vingar deles na sua casa.» (Homero)

14 de Agosto, sempre!

Posted by atrida em Sexta-feira, Agosto 14, 2009

logo_fundacao_aljubarrotaNeste 14 de Agosto de pleno significado para todos os que sentem orgulho pátrio, venho reforçar aos meus leitores a sugestão de visita ao Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, sito no local onde se desenrolou a épica peleja que afirmou a nossa independência face ao invasor castelhano.

Muito bem organizado, o Centro mostra um filme espectacular, com a reconstituição do contexto político da crise de 1383-85, culminando com a batalha de Aljubarrota, em cenas verdadeiramente impressionantes e empolgantes. Um trabalho notável!

O espaço expositivo, embora não muito extenso, é bastante recomendável, evidenciando as descobertas arqueológicas dos anos 1950. Segue-se uma mostra muito original de ossadas, em paralelo com imagens por computador que indicam, para cada ossada, como é que terá sido o impacto do projéctil na mesma.

Segue-se uma breve exposição alusiva aos historiadores da época, de Fernão Lopes ao derrotado Perez de Ayala. Na sequência, um original enquadramento histórico em dominó dos eventos chave da crise, a que se segue uma mostra das batalhas anteriores e posteriores a Aljubarrota em que exércitos numericamente superiores e melhor armados foram derrotados. Não faltam écrans com perguntas e respostas sobre a batalha que, embora sucintas, não deixam de ser explícitas.

No espaço exterior, o momento mais comovente da visita: estão identificados os locais onde o nosso exército se posicionou para a batalha. Após as escavações dos anos 1950, o espaço ficou aplanado, não se tendo tão boa noção da genial escolha do local de batalha pelo Condestável. No centro, a capela de São Jorge, erigida no local onde D. Nuno orou antes da batalha. Não faltam as famosos covas de lobo, armadilhas concebidas pelo genial guerreiro e que atrapalharam e bem a avançada castelhana (na qual se incluíam dois irmãos do Condestável), a par das numerosas lanças espetadas no chão e ocultas por folhagem.

No extremo sudoeste, já fora do espaço do Centro, uma cruz evocativa do local onde D. João foi atingido pelo castelhano Sandoval, que não teve oportunidade de desferir o golpe mortal sobre o nosso monarca pois o valente cavaleiro Martim Gonçalves de Maçada liquidou-o a tempo. O Mestre de Avis, em reconhecimento, reservou um espaço no Mosteiro da Batalha para a sepultura do bravo herói lusitano que lhe salvou a vida.

Muitos destes pormenores estão acessíveis em registo áudio, que os visitantes podem escutar por meio de auscultadores fornecidos no início da visita.

É ainda possível visitar o monumento ao Condestável, erigido pela Milícia da Mocidade Portuguesa, estando ainda intacta a placa nele aposta por aquela, onde se pode ler: «1360-1960, duas datas, o mesmo símbolo. D. Nuno Álvares Pereira: Presente! Milícia da MP».

Para finalizar, referência à loja do Centro onde, desde reprodução de espadas que fazem as delícias da garotada, a livros sobre a batalha ou sobre D. Nuno, passando por material de escritório e artigos decorativos, há um pouco de tudo em honra dos grandes portugueses da época. E da esperança de que ressurja o espírito indómito e de indefectível patriotismo de que tão bela mostra tivemos há mais de 600 anos.

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3 Respostas to “14 de Agosto, sempre!”

  1. pvnam said

    —> Falar na Batalha de Aljubarrota é um anacronismo
    —> De facto, os coitados dos espanhóis (e não só) estão à mercê de alienígenas (leia-se não nativos) já naturalizados… e com uma demografia imparável…
    —> E… só os Parvos-à-Sérvia é que não vêem isto: as Nações nascem em determinadas condições sociológicas… o desmantelamento da base sociológica que esteve na sua origem… irá provocar – inevitavelmente – o desmantelamento duma Nação.

  2. Diogo said

    «D. Nuno orou antes da batalha. Não faltam as famosos covas de lobo, armadilhas concebidas pelo genial guerreiro e que atrapalharam e bem a avançada castelhana (na qual se incluíam dois irmãos do Condestável

    Os dois irmãos do Condestável eram traidores? Ou estamos a falar de um bastardo (Condestável) que se tornou dono de quase todo o território de Portugal e que, já próximo do fim, o distribuiu pelas suas dezenas de filhos?

  3. Com esta descrição, é como se tivesse estado lá!

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