Odisseia

«Mas está oculto no seio dos deuses se voltará ou não, para se vingar deles na sua casa.» (Homero)

Jorge Ferreira, 1961-2009

Posted by atrida em Sábado, Novembro 21, 2009

Não conheci pessoalmente Jorge Ferreira. Lembro-me da sua combativa presença na AR como líder parlamentar do CDS e do seu papel na fundação do PND, projecto que manifestamente desiludiu mas com o qual colaborou até ao fim.

Na blogosfera apreciei sempre o seu Tomar Partido, blogue irreverente como o autor e sempre na vanguarda da denúncia dos podres do regime. Nutria uma simpatia  por blogues bem mais à sua direita (consulte-se a sua lista de ligações) – mostrando uma ousadia tão rara nestes tempos de mediocridade, cobardia e silêncios convenientes – e tinha sempre uma palavra amiga para comigo, não deixando de assinalar alguns textos que apreciava e os aniversários da minha presença como blogueiro – o último tem um mês. Partilhámos ainda a lista de contribuidores para a Alameda Digital.

Nesta hora triste quero lembrar um homem íntegro e um homem livre, que lutou pelas suas ideias e não, como tantos outros, por se locupletar com uma fatia do orçamento.

Que descanse em paz.

(O Insurgente listou os postais dedicados a Jorge Ferreira.)

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2 Respostas to “Jorge Ferreira, 1961-2009”

  1. pedro guedes said

    Deixo aqui nota do que escrevi no Facebook:

    “Hoje, a meio da tarde, calhou vir espreitar ao computador um resultado desportivo que me interessava. Abertas as “Notícias na Hora” de A Bola, os meus olhos como que se colam de imediato à coluna da direita – aquela que dá conta dos acontecimentos não desportivos: “Óbito: morreu Jorge Ferreira”, assim rezava a última hora! Não posso crer… eu bem sei que há notícias que, dadas as contingências da vida, seria suposto esperarmos – mas caramba… afinal de contas é o mesmo Jorge com quem ainda este mês “falei” por duas vezes nestas mesmas caixinhas de chat do Facebook, por causa de uma colaboração escrita para uma revista online. E a altas horas da noite!
    Do Jorge Ferreira – que eu aliás não conhecia “bem” – só posso dizer o melhor (com excepção de ser um benfiquista doente – mas dessa ri-se ele de mim a esta hora porque a notícia, essa, estava nas páginas d’ A Bola). Posso recordar o Homem sempre disponível que não trocava Valores por mordomias; que não negociava convicções e que por isso mesmo era incómodo para muitos poderes instalados; o homem que com uma dignidade ímpar travou um combate sem tréguas contra uma doença a que a medicina teima em não saber dar resposta. Creio que tinha uma outra qualidade: o Jorge gostava de um bom debate, em que nunca deixava o adversário sem resposta – e às vezes dura! -, mas nunca por nunca confundia o plano da relação pessoal com o da discordância política. E eu gosto disso. Era, enfim, um Homem Livre!
    Para alguém que, como eu, é de formação política nacionalista, creio que dizer hoje que Portugal perde muitíssimo com o desaparecimento do Jorge Ferreira mostra bem a estima e a admiração que ele me merecia.
    Até sempre, Jorge!”

  2. Uma perda que me apanhou de surpresa, é sempre estranho quando alguém morre hoje em dia e as suas plataformas (hi5, Facebook e blog) permanecem ali…

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