Odisseia

«Mas está oculto no seio dos deuses se voltará ou não, para se vingar deles na sua casa.» (Homero)

Archive for the ‘blogosfera’ Category

Novo blogue

Posted by atrida em Terça-feira, Fevereiro 1, 2011

Apesar dos equívocos com que vê a luz do dia:

– iniciar-se numa data muito cara aos re(les)publicanos,

– os seus autores (à excepção de um) não serem propriamente uns jovens,

– o quinteto fundador não ser (hélàs!) “do Restelo”,

não será por isso que não saudaremos o nascimento de um blogue colectivo na área a que, por preguiça, poderemos chamar a Direita (firme e não maleável), não só porque até hoje não houve nenhum que vingasse como porque o nóvel projecto traz de volta às lides o nosso mui estimado Paulo Porto, em muito boa companhia, por sinal.

 

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Quatro anos

Posted by atrida em Sexta-feira, Janeiro 21, 2011

Pois é, já lá vão quatro anos desde que surgiu um blogue único, o Eternas Saudades do Futuro. Se ainda o não conhecem, passem por lá.
Entretanto, recordo e reitero o que sobre ele escrevi a meio da viagem do blogue, ou seja, há dois anos: Parabéns, João.

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A longínqua Restauração

Posted by atrida em Quarta-feira, Dezembro 16, 2009

Definitivamente não existem condições para manter em actividade este blogue, um problema que de resto se faz sentir desde os tempos do “Horizonte”. Desta forma, este é o último postal que escrevo no “Odisseia”, projecto que não tem mais razão de ser. Ficam felizmente em actividade muitos bons blogues, cujas ligações à direita muito se recomendam.

Continuarei colaborando com outros projectos, nomeadamente com o recomendável Boletim Evoliano. Neste fim definitivo poupo os meus fiéis leitores a apelos de continuidade, fechando, pela primeira e única vez em sessenta e dois meses de blogosfera, as caixas de comentários.

Procurei dar o meu modesto contributo para que a ideia de independência nacional não fosse encarada pelos coevos como uma bizarria de saudosistas. Se se perde o orgulho pátrio, está escancarado o caminho para a servidão, objectivo último da modernidade. Esse esforço, quiçá inglório, pode e deve continuar noutros projectos, como já referi.

Por isso, este é apenas um até breve.

Viva Portugal!

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Jorge Ferreira, 1961-2009

Posted by atrida em Sábado, Novembro 21, 2009

Não conheci pessoalmente Jorge Ferreira. Lembro-me da sua combativa presença na AR como líder parlamentar do CDS e do seu papel na fundação do PND, projecto que manifestamente desiludiu mas com o qual colaborou até ao fim.

Na blogosfera apreciei sempre o seu Tomar Partido, blogue irreverente como o autor e sempre na vanguarda da denúncia dos podres do regime. Nutria uma simpatia  por blogues bem mais à sua direita (consulte-se a sua lista de ligações) – mostrando uma ousadia tão rara nestes tempos de mediocridade, cobardia e silêncios convenientes – e tinha sempre uma palavra amiga para comigo, não deixando de assinalar alguns textos que apreciava e os aniversários da minha presença como blogueiro – o último tem um mês. Partilhámos ainda a lista de contribuidores para a Alameda Digital.

Nesta hora triste quero lembrar um homem íntegro e um homem livre, que lutou pelas suas ideias e não, como tantos outros, por se locupletar com uma fatia do orçamento.

Que descanse em paz.

(O Insurgente listou os postais dedicados a Jorge Ferreira.)

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Três blogues, cinco anos de blogosfera

Posted by atrida em Quinta-feira, Outubro 8, 2009

Faz hoje cinco anos que nasceu o “Santos da Casa”, o meu primeiro projecto blogosférico, que esteve albergado inicialmente no Weblog e depois no Blogger. Seguiu-se-lhe o Horizonte e finalmente este Odisseia.

Com um click nas imagens abaixo pode aceder aos referidos blogues, consultar os seus arquivos, ler e reler alguns dos textos mais interessantes.

A todos os leitores e amigos, aos mais antigos e aos mais recentes, o meu obrigado pelo apoio que sempre testemunharam, especialmente em momentos de maior desânimo da minha parte.

SdC_I

SdC_II

Horizonte

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Espécies raras e menos raras

Posted by atrida em Sexta-feira, Agosto 7, 2009

20061114_sheepNão é preciso polémicas na blogosfera para sabermos que a cretinice nela campeia. Também não surpreende que certos aggiornati tenham horror a minorias, como são os adeptos do Belenenses.

Também não deve interessar ao rigoroso escrevinhador que, mesmo num ano desportivamente lamentável, o Belenenses tenha ficado em sétimo lugar em média de assistências aos jogos da I Liga (conforme dados oficiais).

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Livro de caras

Posted by atrida em Domingo, Julho 26, 2009

Entristece-me ver muitos confrades da blogosfera a diminuir drasticamente a actualização do seus blogues em prol de uma coisa chamada “Facebook”. Já fui convidado a aceder a essa “rede social”, anuí- e rapidamente arrepiei caminho. O espaço pode ser interessante para partilha de informações mas em nada substitui, sequer complementa, a blogosfera.

Mesmo abstraindo das mensagens ridículas tipo “fulano de tal quer ser seu amigo” (!), “quer mesmo deixar o Facebook? Sicrano vai ter saudades suas”, o espaço adequa-se bem à mentalidade portuguesa das quintinhas, das redes de amigos onde só entram os conhecidos, da troca de informações em estilo meio confidencial, da exposição das preferências e gostos de cada qual. Como se vê, tudo o oposto da blogosfera, onde ao sabor de uma pesquisa na rede se pode descobrir um espaço fascinante ou aceder a ideias, grupos de pessoas e informações de que se não fazia de todo ideia.

Mas cada um ocupa o seu tempo livre como muito bem lhe aprouver, é pena é em alguns casos a blogosfera perder fulgor por culpa do tal “Facebook”.

Perdemos todos.

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Porta da Loja

Posted by atrida em Domingo, Julho 26, 2009

Um dos melhores blogues portugueses é a Porta da Loja. O José denuncia com vigor os podres do regime. Fazendo uso, por vezes de forma deliciosa e sempre pertinente, de um arquivo generoso, o autor desmonta a farsa em que temos sido condenados a viver.

Um espaço de liberdade  e um grande bem-haja ao corajoso autor.

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Direita “revisitada”

Posted by atrida em Terça-feira, Julho 14, 2009

Uma vez por outra O Jansenista volta à carga, qual panzer como o que ilustra o seu mais recente postal, que versa a direita que ele apreende dos blogues. O autor fala num reencontro com uma tendência política que sabemos abraçou em tempos (início dos anos 80?) e da qual se foi distanciando, parecendo-me que com muito rancor.

É pena que esse rancor o leve a fazer apreciações que, a meu ver, se tornam pouco objectivas, visando descredibilizar completamenbte aquilo a que poderíamos chamar o nacionalismo português actual, quiçá de forma a confortá-lo na bondade das razões que o levaram a afastar-se dessa corrente ideológica.

E é pena, porque a dita corrente bem precisa de confrontar-se com um olhar externo, dado que o meio, apesar de propenso a cisões, vive uma espécie de pacto de não agressão dentro de cada grupo, em particular dada a exiguidade respectiva e consequente conhecimento e amizade entre os seus membros. Uma análise de um observador externo, como o Jansenista, seria por isso uma forma de os nacionalistas olharem para si próprios e para a sua estratégia.

Como disse, a análise do Jansenista prima pela imprecisão e mesmo pela falta de objectividade. Alguns exemplos:

– «a cumplicidade com todo o tipo de profanações idiotas do nosso adquirido civilizacional»: isto é verdade no que se refere a certas tendências neo-pagãs, que nutrem um doentio desprezo pelo catolicismo, ignorando boçalmente o seu papel na formação de Portugal e na sua afirmação como Nação; não é de todo o caso para quem reconhece esse legado e não tem problemas com a nossa história;

– «a veneração de todos os «losers» que a nossa sociedade foi produzindo nos últimos 50 anos» – se ela existe não é pelo facto de os homenageados serem “losers” (termo que os anglo-saxões aplicam com evidente desprezo a quem a história não sorriu, independentemente do que defendiam) mas pelo exemplo que dão de persistência perante as maiores adversidades.

Em consequência, a caracterização da direita que o Jansenista faz torna-se um exercício de generalização que roça a má fé:

– «envergonhadamente racista, porque não saberia compatibilizar o racismo com o nosso passado colonial» – na verdade, hoje há uma tendência que não é envergonhadamente racista mas declaradamente racista e que despreza o nosso passado colonial, e uma tendência que não só não é racista (apesar de não compactuar com a invasão  migratória actual) como se orgulha daquele passado;

– «envergonhadamente fascista, preferindo apresentar-se como “identitária”» – na verdade, a grande maioria dos identitários (credo que não professo) abandonou qualquer referência ao fascismo e aos regimes nacionalistas do passado, abraçando uma ideologia supostamente adaptada aos tempos modernos (entenda-se aos tempos de um Europa invadida por extra-europeus), baseada em critérios etnicistas que a leva a apontar como exemplo… o estado sionista!

– «envergonhadamente anti-semita (…) [e] anti-yankee» – a tendência supra-citada é tudo o contrário (são muitos os identitários que apoiam a doutrina Bush (e israelita) de ofensiva anti-islamista); os “outros”, os nacionalistas tradicionais, não abandonaram a sua desconfiança face a Israel e ao imperialismo americano;

– «envergonhadamente tirânica» – errado: os identitários louvam amiúde a democracia (!) e os tradicionalistas nunca deixaram de a verberar, de forma alguma “envergonhadamente”.

Poderia dar-se o caso de que, por estar afastado do meio há várias décadas, o Jansenista tenha caído nestas generalizações involuntariamente; mas elas acabam por ser tão grosseiras que só podemos recomendar-lhe uma análise mais atenta do meio e das suas diversas tendências. Os nacionalistas são poucos e todos se conhecem, mal ou bem; a maledicência, a mesquinhez e a intriga – tal como em todas as correntes políticas – é doentia e omnipresente. Por isso, um olhar exterior será sempre bem vindo, desde que objectivo e sem preconceitos apriorísticos.

Para finalizar, de lamentar a frase com que termina o postal: «as ideias é que não prestam – deixaram de prestar, por mérito próprio e por força das circunstâncias». As ideias não deixam de prestar, ou são boas ou são más. Abandoná-las “por força das circunstâncias” é a pior forma de demonstrar falta de força de vontade perante as adversidades. Quando a direita que o Jansenista tanto despreza fala em “fidelidade” não o faz por ter parado no tempo: é antes a manifestação de que haja o que houver o homem íntegro lutará até ao limite das suas forças por aquilo em que acredita, mesmo que à sua volta só veja abandonos e decadência.

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Os vencidos

Posted by atrida em Segunda-feira, Julho 13, 2009

O retrato que o Bruno faz da lenta decadência e definhamento da blogosfera merece ser lido, não porque concorde com tudo o que lá vai apontado mas pela reflexão que lança.

A propósito da inesperada saída de cena do melhor blogue português, O Sexo dos Anjos, o Bruno fala de desencanto mas recorre à eterna desculpa dos intelectuais lusos, não só de agora: o “Portugalinho”. Recorre àquilo que precisamente o Manuel apela para que se não faça uso: «não adianta dizer que o público é estúpido».

Também não acho argumento totalmente válido afirmar-se que «estamos praticamente sozinhos. É assim porque insistimos em militar na oposição, a única que existe, fora dos interesses instalados do Bloco Central». Que me desculpe o Bruno, pessoa que muito estimo, mas aqui incorre numa certa auto-complacência de eterno oposicionista. Não tenho dúvidas de que ele e o Manuel, pessoas que conheço pessoalmente embora bastante imperfeitamente, e que tenho na melhor conta, não sonham em sacar algumas fatias do bolo orçamental e dos tachos como fazem as sanguessugas (Manuel Monteiro, dixit) que pululam neste desgraçado regime. Como céliniano que é, o Bruno não tem especiais ilusões sobre a natureza humana e, como tal, não deixará de admitir que, um dia chegado à assembleia ou a qualquer poiso de poder, alguns elementos do seu partido (ou de qualquer outro da área) seriam tentados (e prevaricariam, decerto) pelo abuso do poder e das vantagens ilícitas que actualmente lhe são quase intrínsecas.

É um erro – que o Manuel tem apontado ao longo dos anos – pensar-se que “nós” somos os puros, “nós” somos as pessoas de convicção e que “eles” só querem tirar vantagens pessoais pecuniárias e de poder. Não serão muitos mas em todos os partidos, mesmo os de assento parlamentar, há pessoas que não buscam mais que a prossecução do seu ideal e a quem repugna retirar proventos pelo facto de terem um cargo público. Devemos denunciar as traficâncias – que saltam à vista – mas não podemos ter a ilusão de que pode haver um grupo de pessoas, grande ou pequeno que, perante a possibilidade de exercer o poder, se comportaria impecavelmente.

O Bruno conclui a sua prosa falando no sentimento de derrota que assola tanta boa gente. Mas será que ele deriva apenas da constatação de que nada se consegue fazer para combater o deprimente estado em que a Nação mergulhou? Ou, recorrendo a Rodrigo Emílio, será que as nossas ideias não devem  mudar de gente? Não de Brunos ou Manuéis, que tanta falta lhe fazem. Mas de muitos e tantos que absorveram mal alguns conceitos, muitos deles imprecisos ou mesmo desadequados, erigiram-se em defensores do nacionalismo e da causa lusa e que, na sua imaturidade ou pura má-fé, defendem o contrário daquilo que levou Portugal a ser grande e não um cantinho onde gente supostamente da mesma origem coabita sossegadinha, alegre da vida por estar ao abrigo de perniciosas influências exteriores às suas “origens”.

Esta discussão, que no fundo é a eterna discussão da “área”, de conclusões claras para todos os campos desavindos, corrói a esperança das pessoas de bem e leva-as a declararem-se “vencidas”. Mas como deixar de defender aquilo em que se acredita para tentar conciliar, num magma impossível, princípios que chegam a ser antagónicos?

Ao longo de cinco anos de presença blogosférica peguei muitas vezes em textos do Bruno para dissertar, muitas vezes em discordância com ele, sobre temas que ele pertinentemente lançava. Que o Bruno não se deixe enganar pela minha “fixação” naquilo que ele escreve: só se discute verdadeiramente com quem se preza e o Bruno, para mim, carrega a responsabilidade de, a partir de 1 de Agosto, ficar como o melhor blogador luso em actividade.

Que nada o faça sentir-se vencido!

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Mentalidade e métodos de luta

Posted by atrida em Quarta-feira, Abril 29, 2009

Para reflexão: Mentalidade e Métodos de Luta, pelo Caceteiro. Se acharem oportuno, comentem por aqui o texto do nosso confrade (lá no seu tasco não há caixas de comentários).

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O Pasquim cumpre cinco anos de vida

Posted by atrida em Segunda-feira, Março 23, 2009

Há exactamente quatro anos escrevi: «Cumpre hoje um ano de vida o blogue O Pasquim da Reacção, farol da reflexão tradicionalista lusa.
Conheci-o via A Casa de Sarto, onde o seu animador principal escrevia (cito de memória): «Mas por onde é que andava este Corcunda?»
Com uma sólida base de filosofia política, o Corcunda tem sido um autêntico educador da blogosfera, dando pistas de reflexão, desmontando mitos, sempre com o fito de realçar os sãos princípios que uma Nação deve albergar na sua base.
O blogue saltou, por assim dizer, para a ribalta blogosférica quando o autor escreveu um texto intitulado “Identitários? Não me parece…”. Mal sabia o Corcunda o que o esperava! (…) Infelizmente, gerou-se um diálogo de surdos, que ainda hoje persiste. Daí aos insultos soezes, normalmente a coberto do anonimato, foi um passo. Mas o Corcunda, “deixou-os pousar”, largou umas gargalhadas e continuou o seu caminho.
Caminho esse reconhecido por muito boa gente, desde simples leitores a autores de blogues amigos. São esses que dão alento a continuar essa aventura que é ter um blogue, a qual, levada com seriedade e empenho, representa realmente muito tempo roubado a outras actividades. Mas quem é que se arrepende disso? O fascínio da blogosfera está aí.
Parabéns ao Corcunda, alguém que passou por velho resmungão e reaccionário, saudoso do salazarismo, nostálgico do Império perdido e que afinal até gosta de punk-rock e faz surf!
Que continue a navegar no mar mais ou menos encapelado da blogosfera são os votos deste blogue admirador e reconhecido.»

É verdade, leitor amigo, o Pasquim cumpre hoje cinco anos de vida. E o que escrevi há quatro anos é válido hoje. O Corcunda, no seu mais recente postal, expõe com uma sinceridade inabitual na blogosfera a sua própria evolução e aprendizagem, que mais não fez que o enriquecer, amadurecer as ideias, confrontá-las, testá-las, aperfeiçoá-las. E continua a ser um defensor intransigente de um Portugal digno da sua história e dos valores que a enformaram até certo ponto: até ao ponto em que foi sendo cada vez menos Portugal e mais uma coutada de ideias estranhas, internacionalistas e destrutivas da sua essência e da sua liberdade.

Em homenagem à coerência intelectual do Corcunda, aqui fica um testemunho de alguém (Jacques Ploncard d’Assac) que privou de perto com Salazar e que deu bem a medida da coerência do estadista que corporizou muitas das ideias por que lutamos:

«Muito poucos políticos poderiam tolerar hoje a comparação de afirmações feitas à distância de vinte anos. Na melhor hipótese, os textos mais recentes seriam a modificação de um ponto de vista amigo; as mais das vezes, o confronto havia de ser intolerável, pois salientaria contradições flagrantes. Que seja possível com Salazar pôr em confronto, lado a lado, pedaços dos seus discursos de 1928, de 1940 e de 1950, sem que o mais atento leitor possa descobrir uma só contradição, eis o que não é vulgar. E, ainda menos, que a sua extraordinária unidade e continuidade de pensamento transcenda o tempo.»

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Minoria Ruidosa

Posted by atrida em Sexta-feira, Março 20, 2009

Não sei qual de nós

Santos ou Miguel

Mais blogues criou

Inspirados pelo Manuel

 

Mas sei que a esperança de ambos

Em um Portugal Maior

É a de sempre

Lutar sem temor

 

Que é nos jovens

Como o nosso camarada

Que temos de ter esperança

Na liberdade reconquistada

 

Que a hora do resgate

Da Nação vilipendiada

Soa como sinos a rebate:

A História reconquistada!

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Parabéns, João

Posted by atrida em Quarta-feira, Janeiro 21, 2009

Cumpre hoje dois anos de vida o blogue Eternas Saudades do Futuro, do nosso confrade João Marchante. Não deve ser fácil manter, com o padrão de qualidade que é seu apanágio, uma página de actualização quase sempre diária, que nos faz chegar reflexões ora irónicas ora nostálgicas, sugestões de leitura ou de audição, desabafos, poemas, vídeos; tudo isto sem cedência aos ditames da ideologia dominante, pelo contrário, dando mostras de uma independência de espírito, de um apego ao melhor da tradição e de abertura ao melhor da modernidade.

Pessoalmente, continuo a lamentar que o blogue não tenha caixas de comentários. Sei que o João não teria condições de responder aos leitores, mas estes próprios poderiam debater ideias e gostos, alargando a temática e criando uma tertúlia que seria sem dúvida estimulante.

Aguardemos… e parabéns ao João.

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Prémios Odisseia 2008

Posted by atrida em Quarta-feira, Dezembro 31, 2008

De entre os blogues mais inconformistas da lusa blogosfera o Odisseia entendeu distinguir aqueles que mais se destacaram no ano que ora finda, atribuindo os seguintes prémios:

– Prémio Porta-Bandeira: Nonas, que hoje cumpre dois anos de frutuosa existência.

– Prémio Constância e Temperança: A Voz Portalegrense.

– Prémio Ecce Blogue: A Casa de Sarto.

– Prémio Tradição e Vanguarda: Eternas Saudades do Futuro.

– Prémio Saudades de Portugal: Euro-Ultramarino.

– Prémio Memória Nacional: Manlius.

– Prémio Portugalidade: O Pasquim da Reacção.

– Prémio Mestre da Blogosfera: O Sexo dos Anjos.

– Prémio Pena e Espada: obviamente para o Pena e Espada.

– Prémio Independência: Tomar Partido.

– Prémio Apareçam Que Fazem Muita Falta: Nova Frente e Último Reduto.

A todos eles e aos que não tendo sido premiados mas constam da lista de ligações deste blogue, a todos os leitores e amigos, que vão ajudando a construir a blogosfera nacional, votos de um ano novo cheio daquilo que mais desejarem.

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