Odisseia

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Archive for the ‘Obama’ Category

Mudança!

Posted by atrida em Terça-feira, Outubro 6, 2009

0210-Matson“Change!” A palavra mágica obamiana encheu os ouvidos dos norte-americanos e não só durante a campanha eleitoral que conduziu Barack Obama à presidência dos EUA. Numa campanha mediática a nível mundial sem precedentes na história da humanidade, de verdadeiro culto da personalidade à boa maneira do culto a Estaline e a  Mao-Tsé-Tung, um político de que pouco se sabia (inclusive sobre as suas origens…) é conduzido ao pináculo da política norte-americana.

As massas mundiais exultaram de alegria ao mote da “mudança”. Pelas faces dos escravos modernos aljofararam lágrimas de incontida emoção! Se é certo que mais de metade das pessoas que acompanham a política mundial estava farta do consulado de Bush Jr., não deixa de ser espantosa a unanimidade em torno de alguém que, para chegar onde chegou, só pode ter feito compromissos que, convenhamos, desde logo impossibilitam ou dificultam em muito a tal “mudança”.

Isso vê-se em particular na política externa. Nada de novo no Afeganistão, nadinha de novo no Médio Oriente (Palestina e Irão). E, como excelente exemplo da pusilanimidade destes políticos actuais, tão cheios de verborreia quanto são desprovidos de verdadeiras ideias e princípios, este facto: «é a primeira vez, em 18 anos, que o Dalai Lama não reúne com o chefe da Casa Branca durante as visitas a Washington».

Em alguma coisa Obama teria que se mostrar original…

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Uma nova era

Posted by atrida em Terça-feira, Janeiro 20, 2009

Numa mostra de cinema chinês apresentada há coisa de década e meia na Cinemateca Portuguesa, era curioso ver como os filmes pós-1949 (data da chegada dos maoístas ao poder) representavam o antes e o pós-revolução. O período anterior a esta era representado em tons sombrios e as próprias câmaras filmavam de cima para baixo, criando uma sensação de opressão. O pós-1949 abundava em imagens radiosas, dias de sol e enquadramentos de baixo para cima, numa mostra de desafogamento, libertação – uma era nova, em suma.

Estas recordações um pouco longínquas vieram à minha mente por ocasião da cobertura despudorada que a mídia tem vindo a fazer da tomada de posse do novo presidente dos EUA. Tal como os cineastas chineses (e na era maoísta os argumentos das películas eram peneirados pela censura com terrível detalhe), os jornaleiros (vá-se lá chamar jornalistas aos paus mandados que tentam criar a opinião pública) querem-nos fazer crer numa nova era com Obama: fim da opressão bushiana, cooperação entre países, combate às alterações climáticas (um must), preocupação com os pobres e com a crise financeira (a milionária cerimónia de tomada de posse é um bom começo!), diálogo, diálogo, diálogo… Só falta afirmar que vamos ter Primavera todos os meses do ano…

Este fenómeno de marketing político-mediático chamado Barack Obama constitui uma das maiores burlas de uma época já de si notável pela impostura erigida em dogma. Sob o mote da “mudança”, repetido ad eternum por massas embevecidas e aparoladas, promove-se uma figura que poucos conhecem, de cujo ideário (a existir) não se sabe mais que dois ou três lugares comuns – que possivelmente até nem teria direito a ir a eleições, à luz da lei.

Vale tudo, até falar no primeiro presidente negro dos EUA quando o homem é mestiço, promovendo-se a eterna culpabilização do homem branco. Compreende-se a emoção dos negros americanos, mas Obama terá assim tantas mudanças na agenda? Ouve-se muita retórica sobre a crise no Médio Oriente mas que esperar de um candidato que teve o beneplácito da AIPAC, o maior lobby judaico dos EUA? Ouve-se muita retórica sobre a crise financeira mas que esperar de um candidato gordamente subsidiado pelas maiores empresas e instituições financeiras do país? Já não se ouve falar assim tanto sobre o projecto obamista de criar milícias de jovens activistas, presumivelmente à caça de inimigos da nova ordem mundial e da nova era que se configura no horizonte.

Mais um ponto de contacto – e de diálogo – com outra face da opressão moderna: Hugo Chavez. Os maus espíritos encontram-se onde menos se esperaria.

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Começa bem

Posted by atrida em Terça-feira, Novembro 11, 2008

É uma estreia em grande para o grande vector da mudança estado-unidense: «a imprensa israelense comemorou nesta quinta-feira a escolha feita pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, de Rahm Emanuel, cogitado para o cargo de secretário-geral da Casa Branca, destacando suas origens israelenses». O jornal Maariv apresenta Rahm Emanuel como “o nosso homem na Casa Branca” (sic). O irmão de Emanuel, convicto, afirma que “É evidente que ele vai influenciar sobre o presidente para que ele seja pró-israelense. Por que ele não o faria? Será que ele [vai] conseguir deixar sua consciência fora da Casa Branca?”

É uma questão que não deixará de atormentar a AIPAC e seus amigos.

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Obamania

Posted by atrida em Terça-feira, Novembro 4, 2008

Ao contrário de outros confrades, não me parece que, independentemente de quem ganhar as eleições presidenciais americanas, tudo fique na mesma. Na verdade, estas eleições são um marco de manipulação da população sem paralelo; ao pé delas, o ambiente de histeria pseudo-patriótica pós 11 de Setembro parece uma simpática parada do 4 de Julho.

A figura de Obama, uma criatura com passado dúbio, com convicções pouco claras, que apaga do seu CV os factos mais perturbantes e as ligações mais equívocas, tem sido alvo de um quase endeusamento que só pode levantar as maiores suspeitas. E essa manipulação é global: nas patéticas sondagens online tipo “e se o mundo votasse?”, Obama recolhe no mínimo 85% das preferências “mundiais”. No entanto, se se perguntar a um “cidadão do mundo” quais são as linhas base do programa do democrata, ele tergiversará e responderá atrapalhadamente qualquer coisa como “acabar com as políticas de Bush”.

Já nos EUA, e como demonstra Olavo de Carvalho neste artigo de leitura obrigatória, é quase “crimideia” questionar a figura, as ideias ou as ligações do candidato dos “burros”. A acusação de racismo não tardará a surgir.

Curioso é o facto, também pouco referido, de muitos negros não se identificarem com Obama: além de ser mestiço ( e não negro, como nos martelam constantemente aos ouvidos), ele e a sua família não detêm o “pedigree” de terem lutado pelos direitos civis. Mais um pouco e também questionariam o local de nascimento do candidato que tem uma tia imigrante ilegal no país a que quer presidir!

Está em marcha acelerada a imposição de um presidente que incorpora muitos dos anseios esquerdistas partilhados por militantes de todo o mundo, a par dos desejos de financeiros mundialistas, certamente empenhados em ter um presidente que abata ainda mais barreiras comerciais dada a incrível unanimidade de que goza em todo o mundo. Possivelmente ele também é o candidato ansiado por muitos islamistas (mesmo radicais). É extraordinário que os media quase tenham ignorado que, num discurso, o senador Hussein tenha dito “me, as a muslim”, para logo emendar “me, as a chrisitian”!

A surpresa dos resultados pode surgir de um impulso de muitos brancos normalmente abstencionistas que, num reflexo de auto-defesa comunitária, patriótica ou mesmo racista, venham a votar em McCain.

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Consenso

Posted by atrida em Terça-feira, Abril 22, 2008

Quando assenta a poeira de toda a retórica e de todos os ataques pessoais entre candidatos à Casa Branca constata-se facilmente que há muitas matérias em que aqueles pouco ou nada divergem. Em particular, em questões de política externa o consenso é quase total; e, num ponto concreto, a identificação de posições é total.

Atente-se nas duas notícias abaixo, excelentes exemplos de que há algo em que Clinton e Obama são a cara e a coroa da mesma moeda:

Hillary diz que EUA podem destruir totalmente o Irão;

Obama’s campaign headquarters has recently launched a Hebrew blog.

Em ambas está bem espelhada a subserviência dos EUA face ao seu aliado no Médio Oriente. Por Israel faz-se tudo, se necessário “obliterar” (o termo mostra bem o total desprezo que os americanos historicamente sempre demonstraram pelos seus inimigos) por completo um país como o Irão. Quanto ao candidato “que vai mudar a face da América”, não há muito a dizer sobre a sua vontade de se mostrar independente perante aqueles que lutam pela manutenção de certo statu quo da política dos EUA.

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