Odisseia

«Mas está oculto no seio dos deuses se voltará ou não, para se vingar deles na sua casa.» (Homero)

Archive for the ‘politicamente correcto’ Category

Censura literária contemporânea

Posted by atrida em Sexta-feira, Janeiro 7, 2011

Uma nova edição de “As Aventuras de Huckleberry Finn” censura o termo “nigger” pelo sentido pejorativo que contém. Mais um exemplo da estupidez contemporânea e do politicamente correcto, censurando-se uma obra que até condena a escravatura! Também significativo é o facto de a imprensa americana (como aqui) não escrever a palavra, designando-a simplesmente como “palavra N” (ou seja, palavra começada pela letra N).

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Mudança!

Posted by atrida em Terça-feira, Outubro 6, 2009

0210-Matson“Change!” A palavra mágica obamiana encheu os ouvidos dos norte-americanos e não só durante a campanha eleitoral que conduziu Barack Obama à presidência dos EUA. Numa campanha mediática a nível mundial sem precedentes na história da humanidade, de verdadeiro culto da personalidade à boa maneira do culto a Estaline e a  Mao-Tsé-Tung, um político de que pouco se sabia (inclusive sobre as suas origens…) é conduzido ao pináculo da política norte-americana.

As massas mundiais exultaram de alegria ao mote da “mudança”. Pelas faces dos escravos modernos aljofararam lágrimas de incontida emoção! Se é certo que mais de metade das pessoas que acompanham a política mundial estava farta do consulado de Bush Jr., não deixa de ser espantosa a unanimidade em torno de alguém que, para chegar onde chegou, só pode ter feito compromissos que, convenhamos, desde logo impossibilitam ou dificultam em muito a tal “mudança”.

Isso vê-se em particular na política externa. Nada de novo no Afeganistão, nadinha de novo no Médio Oriente (Palestina e Irão). E, como excelente exemplo da pusilanimidade destes políticos actuais, tão cheios de verborreia quanto são desprovidos de verdadeiras ideias e princípios, este facto: «é a primeira vez, em 18 anos, que o Dalai Lama não reúne com o chefe da Casa Branca durante as visitas a Washington».

Em alguma coisa Obama teria que se mostrar original…

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Referendo contra os minaretes

Posted by atrida em Segunda-feira, Agosto 10, 2009

Um grupo de cidadãos suíços reuniu as 100.000 assinaturas necessárias para levar a referendo popular uma proposta de interdição da construção de minaretes na federação helvética, conta-nos o Le Monde de 7 de Agosto (pág. 8), alegando que o minarete, mais que uma construção religiosa, é uma construção política, «símbolo de uma vontade de poder, de um Islão que pretende estabelecer uma ordem jurídica e social fundamentalmente contrária às liberdades garantidas na nossa constituição», nas palavras de Ulrich Schlüer, da UDC (partido que não apoiou formalmente o referendo, mas do qual são membros 14 dos 16 proponentes).

O artigo segue a linha habitual do “jornal de referência” do politicamente correcto francês: embora dando a palavra a quem vai contra a linha “tolerante” defendida pela intelligentsia, acaba por a reduzir ao ridículo e à anedota, com uma desonestidade intelectual gritante. Aqui ficam dois exemplos:

– o articulista fala do minarete da mesquita Mahmud, perto de Zurique, que se eleva a 15 metros; depois escreve esta pérola: «do outro lado da rua, o campanário da igreja tem o dobro da altura e faz soar galhardamente as seis horas». Repare-se na habilidade do jornalista: equipara construções religiosas de duas religiões, uma de muito recente implantação na Suíça e outra com séculos de tradição, como se ambas se devessem equivaler em direitos! E note-se também como se menciona “a mesquita Mahmud”, ao passo que “a igreja” não merece a honra de ser nomeada.

– conclui-se o artigo com os comentários “divertidos” (sic) de um investigador que salienta a ambiguidade do seu país, que faz referendos sobre minaretes e ao mesmo tempo procura atrair as grandes fortunas árabes. E como exemplo refere que os grandes hotéis estão a adaptar as suas ementas e os seus horários ao jejum do Ramadão de forma a “agradar aos emires de passagem”. O que esta comparação absurda mostra é que o jornalista de serviço não é capaz de dizer ao “investigador” que uma coisa são os sentimentos, os medos e a insegurança  sentidos pelo cidadão comum e outra os interesses económicos das grandes empresas, bancos e hotéis helvéticos, promovidos por elites que não sofrem no dia a dia os efeitos de um imigração cada vez mais agressiva e reivindicadora. Também não sofrem de problemas identitários pois o factor que define a sua identidade são os valores das suas contas bancárias.

E entre estes valores monetários e a ideologia mundialista de diluição das identidades ocidentais se vem forjando uma aliança cínica e extremamente eficaz, que faz crer a muita gente que só há uma ideologia aceitável e irreversível e que se resume à morte das nações em benefício de “um mundo sem fronteiras”. Fora deste ideário ficam os catalogados como racistas e xenófobos, “extremistas” irremediavelmente em dessintonia com a história.

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Abbiati fascista

Posted by atrida em Quinta-feira, Outubro 2, 2008

Completamente a contra-corrente, e demonstrando grande independência e nenhum receio face ao politicamente correcto, Christian Abbiati, o guardião do AC Milan,  declara a sua simpatia para com o fascismo: «Não tenho vergonha em manifestar a minha fé política. No fascismo aprecio ideais como a Pátria e os valores da religião católica mas rejeito as leis raciais, a aliança com Hitler e a entrada na guerra, embora me agrade a capacidade que tinha de assegurar a ordem e garantir a segurança dos cidadãos.»

Depois de Di Canio, mais um jogador italiano que não receia dizer o que pensa, desafiando os mitos históricos e os interditos da nossa sociedade. Certamente que a derrota dos rivais do Internazionale (clube que, fazendo jus ao nome, só apresenta como titular um jogador transalpino, por sinal um caceteiro da pior espécie) no passado fim de semana não terá irritado apenas os adeptos interisti e os fãs do signor Mourinho…

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Tropa de Elite

Posted by atrida em Sexta-feira, Setembro 5, 2008

Consegui finalmente ver “Tropa de Elite”, o polémico (já lá vamos) filme brasileiro, vencedor surpresa do Festival de Cinema de Berlim.

Trata-se de um filme que não agrada à ideologia politicamente correcta que se vai impondo um pouco por toda a parte – e o Brasil não é excepção, ao mostrar que o combate ao narcotráfico não se compadece com paninhos quentes, exigindo-se acção dura e determinada, e ao mostrar a complacência da esquerda face aos traficantes de droga, retratando uma ONG instalada numa favela que goza dos favores do submundo local. Aliás, o filme critica ferozmente a postura hipócrita dos jovens burgueses de esquerda, sempre prontos a criticar uma acção da polícia, condescendendo ao invés com as barbaridades cometidos pela criminalidade.

Mas “Tropa de Elite” não deixa sem crítica (por vezes feroz, noutras situações de forma humorística) a corrupção que domina boa parte da polícia do Rio de Janeiro; o BOPE (Batalhão de Operações Especiais) aparece, assim, como um reduto impoluto e determinado no combate ao crime organizado. E mostra-o brilhantemente na parte do filme que descreve o treino físico e psicológico que é necessário cumprir para se ser aceite no batalhão. A maior parte desiste, ficam os melhores e os mais capazes; os que não conseguem são brutalmente impelidos a abandonar a tropa: «você é um merdas, o seu lugar não é aqui, é em casa de prostituta, é em clínica de aborto» – uma tirada que porá os cabelos em pé à esquerda!

Embora não escasseiem as cenas de violência, esta nunca aparece de forma gratuita mas sim porque é necessária à compreensão do universo retratado. Há igualmente cenas mais intimistas, sendo bem explorados – sem pieguices nem lugares comuns – os dilemas pessoais do personagem principal, o capitão Nascimento.

Escusado dizer, tratando-se de um filme brasileiro, que todos os actores são excelentes, com destaque para Wagner Moura, na pele de Nascimento. “Tropa de Elite” é um dos melhores filmes exibidos em cinema em 2008 e perdê-lo seria imperdoável: a quem gosta de cinema e a quem se recusa a ser domado pela insidiosa visão do mundo que a imbecillentsia nos quer impor.

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A queda dos muros

Posted by atrida em Terça-feira, Julho 29, 2008

Lentamente (demasiado lentamente) os muros do silêncio e da mentira vão caindo. O tempo vai passando e há cada vez mais espíritos livres que vão falando do que era proibido falar até há pouco. Por cá, Salazar e a descolonização, lá por fora os mitos da Segunda Guerra. Em todo o lado, a acção das maçonarias e das organizações mundialistas que comandam na sombra.

O silêncio que se abateu sobre artistas malditos também vai derruindo: Céline, por exemplo, é hoje um autor admirado por pessoas de todos (ou quase todos) os quadrantes ideológicos.

Até que ponto é que as gerações marteladas pela imbecillentsia reinante conseguirão pensar pela própria cabeça, até que ponto é que historiadores realmente livres poderão desenvolver as suas investigações e publicar os resultados das mesmas, até que ponto é que ainda existirão jornalistas de coragem – é uma das grandes incógnitas da nossa era. É nessa capacidade de homens livres de resistirem ao rolo compressor do espartilho mental que nos querem impor que se jogará o futuro da inteligência e a sobrevivência da nossa civilização.

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Bons ventos de Itália

Posted by atrida em Terça-feira, Maio 6, 2008

A esquerda e a direitinha andam histéricas com os resultados das legislativas italianas – que recolocaram no governo três bestas negras de uma assentada: Berlusconi, Bossi e Fini – e com a eleição de Gianni Alemanno (ex-fascista, como os media gostam de martelar) para a câmara municipal da Cidade Eterna.

Estes resultados confirmam a minha percepção de muitos anos de que se há esperança para a Europa ela reside na Itália. Não que Berlusconi – o europeísta, o filo-sionista, o capitalista sem grandes preocupações éticas -, Bossi – o demagogo que sonha com o desmembramento do bel paese -, ou Fini – o aggiornato por excelência, renegando o seu passado de missino e toda a herança mussoliniana – sejam modelos de virtude. Nada disso. Mas sim porque naquele país a população ainda resiste aos ditames do politicamente correcto, ainda quer resisitir à invasão migratória, ainda se orgulha (e muito) das suas raízes e da sua história e não tem, em geral, complexos com os rótulos com que os vende-pátrias gostam de intitular as suas periódicas vagas de rebeldia eleitoral.

Algo de fundamental que o Estado Novo não logrou – vencer a batalha cultural – a Itália de Mussolini em parte conseguiu. Criou-se uma base doutrinária, não se remeteu o regime para um conservadorismo, aliando-se a modernização tecnológica à estética futurista (e que melhor exemplo de coerência que o já idoso Marinetti a combater na frente leste!). E, depois, o seu legado continuou no MSI, autêntico baluarte de resistência quer ao comunismo quer à democracia-cristã refém da mafia. E há, claro, o dinamismo cultural, a irreverência da Destra, as associações de jovens, os eventos culturais, a imprensa alternativa, as edições a contra-corrente.

Se há país onde ainda é possível encontrar-se um espírito de saudável irreverência face ao politicamente correcto, é a Itália esse país. E é na Itália que se encontra o último reduto de resistentes à nova ordem mundial. Que saibamos retirar da realidade italiana as lições para o combate em lusas terras.

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Liberdade em tribunal

Posted by atrida em Sexta-feira, Abril 18, 2008

«Odeio as vossas ideias mas lutaria até à morte pelo vosso direito a expressá-las.» (Voltaire)

As nossas sociedades democráticas, sempre prontas a exaltar “exemplos de tolerância” como o de Voltaire, são na verdade exímias em coarctar as liberdades de todos aqueles que se opõem aos seus princípios. É isso que está em causa no julgamento de Mário Machado e seus compagnons de route. Não me identifico com o universo de MM, nunca frequentei o Fórum Nacional e sei que o meio nacionalista está longe de ser um mundo de virtudes, o que de resto nem é de agora. Sei igualmente que o referido meio é useiro e vezeiro em cair nas mesmas esparrelas a que Lenine poderia chamar “a doença infantil do nacionalismo: o radicalismo”, que afugenta tanta boa gente que, por princípio, até estaria propensa a abraçar os ideais do movimento. É realmente aflitivo ver como os anos passam e os nacionalistas, ou pelo menos os que dão mais a cara, aceitam a caricatura que o sistema lhes põe, descredibilizando não uma facção mas todo o movimento.

Sabendo tudo isso não acredito, porém, que o julgamento se deva ao facto de fulano ter chamado “macacos” a membros de certa raça, ou que certo membro de estalo do Bloco de Esquerda tenha sido ameaçado em plena rua. Por muito reprováveis que esses actos sejam, o regime (sim, porque classe política e judicial formam um todo que, mais do que servir o país, se serve dele para impor as suas nefastas ideias – ou para se locupletar de alguns dos seus escassos recursos) está na verdade a atirar poeira para os olhos das pessoas.

Estamos a viver uma época em que a classe política impõe às operadoras de telecomunicações a manutenção do registo de chamadas telefónicas por um ano; em que um professor que chamou em privado filho da p… ao primeiro-ministro arriscou a demissão; em que a comunicação social fala a uma só voz, qual Granma descentralizado em várias redacções; em que se tornou crime defender o próprio país, o seu povo e as suas tradições; em que se impõe um modelo de vida, um pensamento (na verdade, falta dele) único; em que criancinhas na escola são incentivadas a denunciar colegas que comem chocolates, contrariando os princípios da vida saudável (da qual, pelos vistos, fará parte a bufaria); em que os técnicos oficiais de contas devem, por lei, denunciar os próprios clientes que incorram em estratégias fiscais – mesmo que legais – que impliquem menos receita para o Estado. Segundo o princípio da relação inversa de Sir Humphrey, na política actual quanto menos se procura defender algo mais se fala nisso – e a liberdade é o melhor exemplo da hipocrisia contemporânea, que procura rebaixar o homem a um ser submisso, sem raízes, complexado – um escravo, em suma.

Os que ora estão a julgamento, à sua maneira – a meu ver errada – lutam contra este estado de coisas. Ao cair na armadilha do espalhafato juvenil, da violência verbal e física, afugentam do nacionalismo as pessoas bem intencionadas, que niilisticamente aderirão à abstenção – eleitoral e de acção. E reforçam o sistema.

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Continua a ofensiva pró-mestiçagem

Posted by atrida em Segunda-feira, Março 24, 2008

Sob o título “Casamentos multirraciais dão certo”, a revista Afro (do Grupo Impala), destinado ao público de origem africana, publica um artigo que incentiva declarada e descaradamente ao casamento entre brancos e negros.

O sistema, que já martela os ocidentais com as supostas vantagens da miscigenação, ataca agora a outra metade da questão, a comunidade negra residente em Portugal. E, para ilustrar as alegadas vantagens, nada como pôr na capa um exemplo mediático: a alemã Heidi Klum. E toca de dar exemplos de “sucesso”, que “deram certo” (na terminologia brasileira adoptada), esquecendo, certamente por lapso, casos de fracasso também mediático, como os de Boris Becker e OJ Simpson.

Quando nos querem fazer crer que não há diferenças entre as raças, cai-se no anedótico de artigos como este, em que se propaga que o matrimónio entre parceiros de diferentes raças pode correr bem, quando o que é suposto é que tudo se resuma a uma questão de afectos, sendo os factores de origem irrelevantes.

É altura de a própria comunidade africana perceber que o sistema, quando lhe amacia o pelo e destaca as suas realizações desportivas ou culturais, não está preocupado em preservar as suas características mas sim em prepará-la para a sua diluição no grande magma universal, em que todas as especificidades são anuladas em prol de um “homem novo” indistinto, sem tradição, desmemoriado e facilmente manipulável. Um escravo, em suma.

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Artista para a paz

Posted by atrida em Terça-feira, Março 18, 2008

«A actriz e cantora Maria de Medeiros é hoje nomeada oficialmente “Artista Unesco para a paz”», segundo aqui se pode ler.  De acordo com a nota difundida pelo governo português, «a actriz, a primeira portuguesa a receber esta nomeação, foi escolhida pela “visibilidade, carisma, qualidade artística, polivalência, sensibilidade e empenho nas grandes causas do mundo contemporâneo”».

Todos sabemos quais são as “grandes causas” do mundo contemporâneo, que correspondem à agenda esquerdista para o mundo: paz (desde que tal não implique a tolerância para com governos indesejáveis), “amizade entre os povos”, tolerância e, claro, a agenda nem sempre muito escondida: a miscigenação dos povos até à diluição final das diferenças que o Criador entendeu trazer a este pobre mundo. De facto a figurinha escolhida encarna bem essas causas. O facto de ser uma actriz sofrível e de ter realizado um filme grotesco sobre o 25 de Abril não serão óbices a que a filha do Maestro se arvore em embaixatriz da Unesco para a paz.

Medeiros é a primeira portuguesa a receber esta nomeação, Saramago foi o primeiro português a receber o Nobel da literatura. Sinais dos tempos.

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Censura em alta

Posted by atrida em Quinta-feira, Fevereiro 28, 2008

A censura na internet está longe de se circunscrever à China. No muito democrático mundo ocidental multiplica-se o número de organizações, empresas, governos, que recorrem aos famigerados “filtros”. Com esta ferramenta impede-se o acesso a páginas julgadas indesejáveis: sexo, chat e, claro, “extremismo”.

Como é de esperar, isto abre um nicho de mercado para empresas que se especializem em tão emergente área de negócio. Uma destas empresas é a Websense (a que irresistivelmente apetece chamar “Webcensorship”), que categoriza os sites e depois oferece soluções às instituições que queiram bloquear o acesso a páginas que pertençam a uma ou mais categorias.

Imagine-se a discricionaridade que deve prevalecer nestas agregações. Para terem uma ideia, a malfadada categoria “Racism and Hate” engloba «páginas que promovem a identificação de grupos raciais (sic), a desconsideração ou sujeição de grupos, ou a superioridade de qualquer grupo». Tive já a oportunidade de navegar (melhor dizendo, de tentar navegar) numa rede que estava sob a alçada de tão temível filtro; entre as páginas a que é impossível aceder temos desde a de David Duke à de David Irving, passando pela Air Photo Evidence, sem esquecer as portuguesas Revisionismo em Linha ou Metapedia

O poder que a Websense acaba por ter não é inóquo pois funciona como uma caução de bom comportamento social ao melhor estilo maoísta ou soviético. E o que também impressiona é imaginar a rede mundial de bufos sempre prontos a apontar o dedo a mais uma página maldita, a incluir no Index democrático.

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