Odisseia

«Mas está oculto no seio dos deuses se voltará ou não, para se vingar deles na sua casa.» (Homero)

Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Aviso à navegação

Posted by atrida em Sexta-feira, Fevereiro 25, 2011

Este blogue não pretende acompanhar a actualidade como se de um jornal diário se tratasse. Pela falta de tempo do autor nem com um semanário se poderia compará-lo.

Pela falta de ânimo para acreditar em qualquer mudança nesta sociedade podre de gente conformada com a corrupção, a ausência de valores e a aniquilação da Pátria tenderei a falar mais de temas culturais, de impressões, de viagens…

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De regresso…

Posted by atrida em Sexta-feira, Janeiro 7, 2011

Não sei por quanto tempo mas, por ora, estou de regresso às lides…

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A UE contra a auto-suficiência alimentar

Posted by atrida em Sexta-feira, Agosto 14, 2009

O bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando Santo, citado pelo Jornal de Negócios de 3 de Agosto, lembrou em colóquio recente que «Portugal importa (…) 75% dos bens alimentares que chegam às nossas mesas, uma vez que se destruiu o sistema produtivo no sector agrícola e nas pescas». Já o Jornal de Leiria de dia 11 dá um triste exemplo das políticas e leis aberrantes que a UE obrigou os nossos subservientes políticos a adoptar: fala-se no apodrecimento de produtos agrícolas nos campos e armazéns da região Oeste. Isto porque os baixos preços praticados (impostos) pelos grossistas impedem os agricultores de empregar trabalhadores para a colheita dos produtos, pois isso implicaria perderem dinheiro!

Feliz Jorge, presidente da Associação de Agricultores do Oeste, refere que «as grandes superfícies importam produtos na altura das nossas colheitas e estrangulam o mercado da produção», «como acontece com a batata portuguesa, que está desde há dois meses a ser substituída pela estrangeira nos supermercados». O dirigente defende algo tão lógico como a fixação dos preços e o condicionamento das importações, algo rejeitado pelo Ministério da Agricultura, pois «o mercado é livre».

Esta falácia do mercado livre mais não é que a defesa, por meio de legislação comunitária, dos grandes produtores em detrimento dos pequenos. É um belo exemplo do funcionamento da UE, dos seus objectivos e de quem a apoia.

Para terminar, recorde-se o papel fundamental que os governos de Cavaco Silva tiveram na aniquilação do nosso sector alimentar: ao quererem desempenhar o papel de “bons alunos” da integração europeia, anteciparam as etapas já de si curtas da integração da política agrícola e de pescas, condenando-nos à situação de total catástrofe e dependência alimentares em que vivemos. Os governos subsequentes foram fiéis executores desta política.

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O canalha

Posted by atrida em Quinta-feira, Agosto 13, 2009

el canallaOra aí está uma obra que bem merecia uma tradução para português.

(Via Euro-Ultramarino.)

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É governar-se, vilanagem

Posted by atrida em Quarta-feira, Março 25, 2009

Anuncia-nos o Correio da Manhã que o ex-comissário europeu, António Vitorino, ganha 5000 euros por cada reunião a que preside como presidente da mesa da Assembleia Geral da Brisa, de acordo com o relatório anual de bom governo das sociedades (sic!).» Ao que parece, «a escolha de António Vitorino ficou a dever-se, além do prestígio do ex-ministro da Defesa, ao profundo conhecimento do Código das Sociedades Comerciais, uma condição considerada fundamental para a boa condução dos trabalhos numa Assembleia Geral».

Compreende-se que, para o bom governo das sociedades, estas recrutem pessoas de prestígio, próximas do poder, conhecedoras dos circuitos governamentais, das portas certas onde bater. É Vitorino na Brisa, é Coelho na Mota-Engil, é Vara no Millennium, é todo um enxame de ex-responsáveis de cargos públicos que vai arranjando uns biscates nada mal remunerados. É, sem dúvida, uma das marcas deste regime, a par da caça ao lugar público dos militantes dos partidos que vencem eleições: servir-se em vez de servir. É também uma política assumida por grande parte das empresas cujo negócio depende, directa ou indirectamente, de decisões estatais.

Este ex-comissário europeu, que se distinguiu precisamente pelo seu exacerbado europeísmo, depois de ter passado por Macau, onde não terá perdido a oportunidade de demonstrar as suas capacidades de bom governo, é aquele figurão que, em certo debate sobre a imigração na TV5 (ao tempo do governo Guterres), afirmava que Portugal ainda podia e devia receber muito mais imigrantes, numa prestação patética de quem não tem verdadeiramente convicções políticas mas sabe muito bem o que é que deve dizer para ser bem visto. E para o seu bom governo.

(Via Tomarpartido.)

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Retorno

Posted by atrida em Quarta-feira, Março 11, 2009

ulisse1O meu retorno às lides, primeiro: pressão de amigos (alguns até ofereceram as suas páginas pessoais para lá publicarem escritos meus). O retorno de Portugal ao melhor do seu passado: desejo permanente, certamente inconsciente mas as convicções profundas não desaparecem porque o vento mudou. O retorno de Ulisses a Pátria, simbólico, sofrido, mas conseguido (ou o de Menelau, menos sofrido e recompensado pela mansidão da vida familiar); a ópera do mesmo nome do genial Claudio Monteverdi, inspiração suprema de um dos maiores criadores artísticos de todos os tempos.

Pela primeira vez retorno às lides na mesma página que supostamente abandonara; bom sinal? O tempo o dirá, nomeadamente o tempo livre que encontrar para deixar por aqui algumas impressões e não defraudar pela n-ésima vez os meus fiéis e tão maltratados leitores.

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Adeus

Posted by atrida em Domingo, Fevereiro 8, 2009

Motivos pessoais (familiares e profissionais) e um extremo cansaço, aliado a um cada vez maior desinteresse pela sórdida actualidade que vai corroendo o pouco que resta de valores sãos necessários a um mínimo de convivência entre os seres e de decência na actuação pública, levam-me a terminar este blogue. Cansaço também pelas tricas intermináveis entre os que denunciam este estado de coisas e na prática dão um exemplo semelhante – apenas situado noutro quadrante ideológico. Cansaço pela amálgama que essa oposição suposta constrói com referências contraditórias, num pout-pourri indigestíssimo.

Ficam quatro anos de intervenção em diversos blogues, em algumas revistas (digitais e em papel) e a certeza de que nesta vida  mais vale caminhar só ou acompanhado com poucos que embarcar em aventuras colectivas mal amanhadas e votadas ao fracasso.

Os meus exemplos blogosféricos (uns mais que outros, naturalmente) estão aí, na coluna da direita, a aguardar a vossa merecida e regular visita.

Nestes anos aprendi muito, conheci autores importantes. E ganhei alguns bons amigos. A amizade verdadeira não se perde e é com essa satisfação que imprimo a este espaço um ponto final. 

Um grande abraço a todos.

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A besta

Posted by atrida em Domingo, Novembro 30, 2008

fossiles1Jean-Marie Le Pen dizia há uns anos que o comunismo era um monstro adormecido ainda capaz de matar. Como não recordar estas palavras perante a euforia de tantos amigos do regime mais mortífero da história da humanidade perante (mais) uma crise do capitalismo? De repente, é vê-los abandonarem os pruridos de linguagem que, a contra-gosto, tiveram que adoptar desde a queda do Muro de Berlim e darem livre curso às suas máximas marxistas, ao calão que enrolou muitos ingénuos, matou muitos milhões e é ainda capaz de fazer estragos por esse mundo fora.

Entretanto, nos anos da “bola baixa”, as formiguinhas vermelhas foram continuando o seu trabalho de sapa, foram forma(ta)ndo as novas gerações no ódio ao capital e no branqueamento de alguns crimes comunistas (todos seria difícil), aproveitando para endeusar figuras como a máquina de matar Che Guevara ou o fraco Allende, típica figura do socialista refém dos comunistas, um Largo Caballero chileno. De tal forma que, perante os desmandos do neo-liberalismo,as falcatruas dos possidentes e a corrupção endémica das democracias, os comunistas tentem mostrar a face “humana” (!) do marxismo, a preocupação com os pobres e os explorados, enfim, uma alternativa válida perante as “contradições insanáveis” do capitalismo.

Eles andam aí, de cabeça levantada. E à cata dos idiotas úteis de todos os quadrantes – que nunca faltam.

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O cidadão

Posted by atrida em Quinta-feira, Julho 17, 2008

Talvez por (insensatamente) achar que Portugal tem salvação, nunca me refiro com desdém a “este país”, mencionando antes “este regime”. Mas também reconheço que isso é redutor, pois se um regime hediondo se vai mantendo deve-o seja à estupidez, seja ao conformismo, seja à desonestidade dos que habitam o país.

A revolução francesa criou o “cidadão”, figura abstracta plena de direitos teóricos e vítima da ditadura prática da democracia, que ostraciza todos os que a ela se opõem. Vítima também do desenraízamento, limpo que foi o seu passado histórico e reescrita a gesta dos seus antepassados, de modo a legitimar mais facilmente a república dos cidadãos.

Ao fim de gerações, os cidadãos estão inoculados mentalmente com o vírus da verdade oficial, apatetados pela lavagem cerebral permanente a que são sujeitos. E, em consequência, completamente incapazes de reagir a um regime hediondo – precisamente por que não o vêem como tal. Tal como Winston Smith, amam o Grande Irmão, “reconhecem” que a democracia é o menos mau dos regimes e seguem com a sua vidinha.

O cidadão é o escravo perfeito.

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Museu Salazar

Posted by atrida em Segunda-feira, Julho 7, 2008

Concorda com a instalação de um museu dedicado à figura de António Oliveira Salazar em S. Comba Dão?
1 – Sim  61%
720 votantes
2 – Não  39%
467 votantes
Total de votantes: 1187

(Sondagem em curso no site do Público, já após o meu voto no “sim”. Via Alma Pátria.)

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Gauche caviar

Posted by atrida em Terça-feira, Maio 27, 2008

Mais uma vez Cannes oferece o triste espectáculo da sua feira de vaidades. Sempre achei grotesco e ridículo o espectáculo das vedetas a saírem do seu carro, andarem no tapete vermelho e posarem para os fotógrafos. Toda a futilidade francesa no seu maior esplendor! Aquela gente ainda pensa que é o farol da cultura e o paradigma do requinte!

Esta atitude de indigente suficiência assume cumes de ridículo em Cannes. E só fica completa com a atribuição de galardões a filmes de forte pendor esquerdista e/ou politicamente correcto. Este ano foi o de melhor actor para o intérprete do sanguinário Che. A Palma de Ouro já distinguiu “Fahreneit 9/11” de Michael Moore (no ano em que Bush procurava a reeleição…), “O Pianista” de Roman Polanski (é sempre eficaz lembrar os dramas do Holocausto quando Israel procede a acções mais musculadas contra os palestinos – e 2002 foi o ano em que a Segunda Intifada estava no auge) e realizadores insuportáveis como Lars von Trier ou Quentin Tarantino.

Que bem que casam o progressismo com o vison e o jantar regado a Don Pérignon!

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Sol Invictus

Posted by atrida em Terça-feira, Maio 20, 2008

Dedicado aos amigos da Legião Vertical

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Insignificâncias

Posted by atrida em Quinta-feira, Fevereiro 28, 2008

Desafia-me o amigo Euro-Ultramarino a listar algumas insignificâncias a meu respeito: manias, gostos, aversões…
Aqui segue meia-dúzia que me ocorreu sem reflexões demoradas.
1) Observar representantes do belo sexo, não com intuitos lascivos mas por prazer estético. Um belo rosto, olhos expressivos, são prazeres para a alma…
2) A música faz parte da minha vida. Sejam compositores clássicos (Bruckner, Wagner, Brahms, Schönberg, Bach, Mahler e Joly Braga Santos são algumas das minhas “taras”) ou modernos (os Genesis pré-1981, King Crimson, Pink Floyd, alguns Stones, Joy Division, Massive Attack, Cocteau Twins e um longo etc.) não passo sem ouvir o mais possível, inclusive enquanto trabalho (aqui só música clássica). O leitor de CD do carro passou a ser um bem de primeira necessidade…
3) Um prato de comida tradicional portuguesa, acompanhado por um bom tinto, de preferência em algum restaurante castiço de província, é um dos prazeres da vida.
4) Brincar com os meus filhos, ler-lhes histórias, levá-los a conhecer um pouco da nossa história.
5) Um fim de semana sem assisitir a um jogo de futebol, futsal, andebol ou basquetebol em que intervenha o meu Belenenses tem um forte sabor a incompleto.
6) Odeio cerimónias de Óscares e todo o circo associado. De resto o imperialismo cultural americano põe-me fora do sério, o que não quer dizer por exemplo que não admire um John Ford (um dos maiores realizadores de todos os tempos, um poeta tradicionalista que compunha odes em película) ou não espreite de vez em quando um filme oriundo de Hollywood (o recente “Darjeeling Ltd” é bastante bom). Lembro-me sempre da frase do entretanto aggiornato Giangranco Fini quando referiu que o resultado da II Guerra Mundial selou o fim da Europa independente…
Posto isto estão desde já convocados a discorrer sobre as suas insignificâncias os seguintes confrades:
Manlius,
Simão,
João,
Pedro e
Mário.
Não se admitem esquivas.

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Ítaca

Posted by atrida em Quinta-feira, Fevereiro 28, 2008

MenelauMuitos aqueus retornaram à Pátria. Menelau demorou oito anos, Ulisses vinte. A Agamémnon esperava-o a morte. Quando é que os portugueses reencontrarão a sua Ítaca querida, o Portugal verdadeiro, o Portugal maior?

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