Odisseia

«Mas está oculto no seio dos deuses se voltará ou não, para se vingar deles na sua casa.» (Homero)

  • Artigos Recentes

  • Arquivos

  • Comentários Recentes

    hdocoutto em Para acabar de vez com o mito…
    Fernandes em Para acabar de vez com o mito…
    Rui tojal em Para acabar de vez com o mito…
    afmsjksua@gmail.com em Dostoievski sobre os jude…
    Aalborgsteamcarwash.… em “Imigrante ambiental…
  • Blog Stats

    • 80.335 hits

Posts Tagged ‘área nacional’

É óbvio…

Posted by atrida em Quinta-feira, Março 19, 2009

… que não é coincidência a prisão de Mário Machado ocorrer poucos dias após a publicação de documentos que comprometem familiares de Sócrates (e este, por extensão).

… que não é coincidência a proximidade com o julgamento marcado para 5 de Maio relativo às alegadas ameaças lançadas contra Cândida Vilar.

… que há uma desproporção fantástica entre o rigor policial e judicial neste caso face a situações criminais bem mais gravosas, que têm um tratamento chocantemente benevolente.

… que a contínua associação entre nacionalistas e casos de polícia (ameaças, agressões, tráficos diversos, etc.) continuará, por muitos anos após os factos imputados, a fazer mossa nas hostes nacionalistas e na sua capacidade eleitoral.

Expurgados preconceitos quanto ao ideário nacionalista, muitas pessoas adeririam a este sem hesitações; basta conversar com as gentes no dia a dia, ouvir conversas, ler comentários em blogues e jornais para não ter muitas dúvidas de que o potencial eleitoral de um movimento nacionalista credível é muito superior a 10% dos votos.

Mas quando se dão tiros no pé, quando não há demarcação face a comportamentos que só beneficiam quem e o que se pretende atacar, é obvio que o nacionalismo, em termos eleitorais e não só, continuará a primar pela irrelevância.

Posted in área nacional | Com as etiquetas : | 4 Comments »

A união (ou cisão?) à mesa

Posted by atrida em Sexta-feira, Outubro 31, 2008

O Vítor é incansável: não desiste de tentar juntar o meio nacionalista em prol do bem comum, que será Portugal. Neste momento promove um Encontro de Blogues Nacionalistas.

Confesso que admiro a persistência do Vítor e o seu combate. E confesso também que, àparte o convívio com muito boa gente, não vejo especiais motivos para participar como “blogueiro nacionalista”.

Primeiro, não sei se este blogue é nacionalista. Empenhado mais na divulgação cultural e no trabalho a longo prazo no sentido de abrir brechas na ditadura cultural esquerdista, nunca enveredei neste espaço por uma militância activa. Nos tempos que correm, qualquer actividade política parece-me votada ao fracasso: dados os anti-corpos que a tal ditadura, com a conivência de gente de convicções moldáveis, conseguiu instalar na população; e dada a absoluta ausência de um corpo doutrinal coerente adaptável às problemáticas coevas.

Em segundo lugar, cada vez sei menos o que seja o nacionalismo. Quem me lê há anos e quem me conhece sabe que tentei sempre manter algumas portas abertas para com quem tem convicções diversas das minhas em benefício de uma possível acção em comum. Mas, na verdade, cada vez estou mais convencido de que isso não leva a lugar algum: como é que podem coabitar num mesmo projecto católicos e neo-pagãos impregnados de um anti-clericalismo radical? Indivíduos que antes de mais prezam a história e a cultura e racialistas (muitos deles racistas assumidos)? Mesmo quem é contra a imigração desregrada a que assistimos tem dificuldade em coabitar com os que desprezam “os pretos” (“100% de identidade, 0% de racismo” é um slogan bonito mas pouco partilhado por muitos nacionalistas). E depois há o confronto entre os nacionalistas patrióticos e os europeístas; este não gera menos antagonismos que os anteriores. Mais recentemente, a lista das eternas divergências e cisões do meio alargou-se com a oposição entre “reaccionários” e “socialistas”, tradicionalistas e progressistas, numa palavra: nacionalistas ditos de direita e nacionalistas ditos de esquerda. Muitos deles, se algum dia fossem eleitos, não saberiam onde situar-se no hemiciclo: talvez ao centro?… E ainda temos os democráticos e os anti-democráticos.

O fenómeno não é novo e é precisamente a sua persistência ao longo das décadas que desanima. Mas, que diabo, como é que se podem entender um nacionalista de direita que preza a propriedade, mesmo que seja céptico da globalização e da abertura de fronteiras, com um que sonha em esquartejar “os capitalistas”? Lê-se e ouve-se por aí coisas que fariam um trotskista parecer um moderado.

Por isso, caro Vítor, todos os esforços são louváveis, pela persistência e boa vontade de que são testemunhos, mas não se devem pôr demasiadas expectativas nos resultados desses encontros: o convívio em si deve ser provavelmente a melhor recordação que os comensais tirarão do evento.

Posted in área nacional | Com as etiquetas : | 6 Comments »

Quatro anos

Posted by atrida em Terça-feira, Outubro 7, 2008

Pois é, meus amigos, amanhã cumprem-se já quatro anos desde que me iniciei nas lides da blogosfera, aqui. Não foi um percurso linear, pois mudei de plataforma para este espaço, depois mudei para este blogue e, não satisfeito, criei este Odisseia já este ano.

Entre objectivos de alterar a frequência de actualizações, concentrar-me mais em questões culturais ou simplesmente reagir a tentações de abandonar a blogosfera se foi fazendo este percurso, que os amigos e leitores julgarão com alguma indulgência.

Lendo e relendo o comentário arrepiante do Bic Laranja («Portugal é somente uma ideia a que ainda estamos habituados. Mas já acabou.»), e tendendo a concordar em parte, porque é que continuo, porque é que continuamos a lutar pelo nosso querido país? Por fidelidade, por amor pátrio, por orgulho por grande parte do seu passado, por dever de respeito a quem deu a vida por ele; quiçá também por uma ténue esperança de que algum dia, no tempo dos nossos filhos ou netos, este país volte a ser merecedor do respeito da sua história. E também porque, como ensinava Franco Nogueira (não exactamente com estas palavras), a Nação é o quadro ideal para as pessoas poderem exercer a sua liberdade em dignidade.

Aprendi muito nestes quatro anos. Aprendi com pessoas de grande calibre intelectual, curiosas, inquietas, inconformadas, dignas. Senti-me e sinto-me parte de uma comunidade que não abdica dos seus princípios por um maior desafogo material ou por simples desejo de repouso.

Zanguei-me com uns, tolerei diferenças de outros, percebi que aquele grupo difuso a que se chama “nacionalistas” tem tantas coisas em comum como antagónicas, tantas diferenças menores como irreconciliáveis. Latinos que somos, estamos destinados à desunião, à procura de impor a nossa perspectiva e teimosamente incapazes de aligeirar alguma postura? Por fidelidade, teimosia, incapacidade gregária?

Mas também há a convicção de que, por muito diferentes que sejamos, estamos no mesmo lado da barricada, para a qual nos empurraram anos e anos de terrorismo e desonestidade intelectual; de mentiras, abandonos e cobardias. Talvez esse facto não chegue para nos caracterizar como grupo homogéneo – que não somos; mas chega para perceber que a unidade existe: na identificação do inimigo.

Nestes anos conquistei amizades que me atrevo a pensar vitalícias, tal a simbiose estética e cultural – e apesar de diferenças várias – que nos une, mas mais que tudo a convicção partilhada de que não nos verão daqui a uns anos a desdizer aquilo que defendemos anos a fio.

É isso que nos dá força, é isso que nos une, é isso que nos leva a dizer “Viva Portugal!”. E viva a Amizade.

Posted in área nacional, blogosfera | Com as etiquetas : , | 20 Comments »

A área nacional definha

Posted by atrida em Quinta-feira, Maio 29, 2008

É incrível a decadência da blogosfera nacional. Menos da qualidade do que ainda se vai escrevendo que de duas coisas: da quantidade de postais publicados e do número de visitas. Passado o entusiasmo dos anos 2004 e 2005 (e em parte de 2006) entrou-se numa situação de desânimo e até de indiferença. Indiferença dos leitores e indiferença de quem escreve.

No meu antigo blogue “Santos da Casa” chegava a ter dias com mais de 140 visitas e não passava um dia sem ter vários comentários. Já este “Odisseia” não suscita quaisquer comentários e as visitas raramente passam as 30 por dia. É evidente que, mesmo não havendo preocupação em chegar a muita gente, há limites para o esforço que envolve publicar postais com alguma qualidade.

Nunca gostei de blogues sem comentários e irritam-me igualmente aqueles em que há moderação, pois impedem qualquer taco-a-taco na discussão dos temas. Mas hoje os leitores já não estão para debater coisa nenhuma. Na área nacional cada facção entrincheirou-se no seu pequenino meio, visitam-se e comentam nos seus espaços apenas, deixou de haver troca de perspectivas. Entretanto vão surgindo como cogumelos movimentos nacionalistas, fazendo lembrar a proliferação de grupúsculos no tempo do PREC. Já o PNR, movimento que era suposto agregar gente do meio independentemente da sensibilidade, afugentou meio mundo com a sua complacência para com comportamentos “musculados” (nas palavras e actos); imagine-se a imagem que ficou na população em geral, ainda por cima inflacionada pela histeria mediática.

Para mim, o nacionalismo em Portugal é hoje um movimento moribundo. Com os erros que se repetem de década para década, mudando as pessoas e os movimentos, é caso para pensar se alguma vez se vai conseguir ter um projecto credível, sólido, que atraia estratos da população pouco ideologizados mas com sensibilidade patriótica, no fundo quem permitiria o crescimento e a afirmação do movimento.

Voltando à blogosfera, felizmente ainda se vão mantendo algumas casas recomendáveis, em geral aquelas que já passaram o marco dos quatro anos e às quais não é lícito pensarem em desistir. Não é o caso deste nado-morto “Odisseia”, onde pouco consegui dizer de novo e onde ilusoriamente procurei transfigurar o destino final de projectos anteriores.

Para já não penso em parar, vou colaborar mais amiúde com o No-Media e eventualmente em outros projectos. Por isso, até já, noutro local.

Posted in área nacional, blogosfera | Com as etiquetas : , | 14 Comments »

Liberdade em tribunal

Posted by atrida em Sexta-feira, Abril 18, 2008

«Odeio as vossas ideias mas lutaria até à morte pelo vosso direito a expressá-las.» (Voltaire)

As nossas sociedades democráticas, sempre prontas a exaltar “exemplos de tolerância” como o de Voltaire, são na verdade exímias em coarctar as liberdades de todos aqueles que se opõem aos seus princípios. É isso que está em causa no julgamento de Mário Machado e seus compagnons de route. Não me identifico com o universo de MM, nunca frequentei o Fórum Nacional e sei que o meio nacionalista está longe de ser um mundo de virtudes, o que de resto nem é de agora. Sei igualmente que o referido meio é useiro e vezeiro em cair nas mesmas esparrelas a que Lenine poderia chamar “a doença infantil do nacionalismo: o radicalismo”, que afugenta tanta boa gente que, por princípio, até estaria propensa a abraçar os ideais do movimento. É realmente aflitivo ver como os anos passam e os nacionalistas, ou pelo menos os que dão mais a cara, aceitam a caricatura que o sistema lhes põe, descredibilizando não uma facção mas todo o movimento.

Sabendo tudo isso não acredito, porém, que o julgamento se deva ao facto de fulano ter chamado “macacos” a membros de certa raça, ou que certo membro de estalo do Bloco de Esquerda tenha sido ameaçado em plena rua. Por muito reprováveis que esses actos sejam, o regime (sim, porque classe política e judicial formam um todo que, mais do que servir o país, se serve dele para impor as suas nefastas ideias – ou para se locupletar de alguns dos seus escassos recursos) está na verdade a atirar poeira para os olhos das pessoas.

Estamos a viver uma época em que a classe política impõe às operadoras de telecomunicações a manutenção do registo de chamadas telefónicas por um ano; em que um professor que chamou em privado filho da p… ao primeiro-ministro arriscou a demissão; em que a comunicação social fala a uma só voz, qual Granma descentralizado em várias redacções; em que se tornou crime defender o próprio país, o seu povo e as suas tradições; em que se impõe um modelo de vida, um pensamento (na verdade, falta dele) único; em que criancinhas na escola são incentivadas a denunciar colegas que comem chocolates, contrariando os princípios da vida saudável (da qual, pelos vistos, fará parte a bufaria); em que os técnicos oficiais de contas devem, por lei, denunciar os próprios clientes que incorram em estratégias fiscais – mesmo que legais – que impliquem menos receita para o Estado. Segundo o princípio da relação inversa de Sir Humphrey, na política actual quanto menos se procura defender algo mais se fala nisso – e a liberdade é o melhor exemplo da hipocrisia contemporânea, que procura rebaixar o homem a um ser submisso, sem raízes, complexado – um escravo, em suma.

Os que ora estão a julgamento, à sua maneira – a meu ver errada – lutam contra este estado de coisas. Ao cair na armadilha do espalhafato juvenil, da violência verbal e física, afugentam do nacionalismo as pessoas bem intencionadas, que niilisticamente aderirão à abstenção – eleitoral e de acção. E reforçam o sistema.

Posted in área nacional, Mário Machado, politicamente correcto | Com as etiquetas : , , | 3 Comments »

Nova página de informação alternativa

Posted by atrida em Domingo, Março 30, 2008

no-media // portugal não pretende ser apenas mais uma página de informação alternativa. Procurando agregar as diversas sensibilidades da área nacional (e não apenas algumas ou mesmo só uma) assume o compromisso de dar voz a essas diversas correntes. O desafio é grande, os obstáculos também e só com grande determinação se poderá cumprir o propósito. Podemos avançar que têm sido contactadas pessoas representativas daquelas áreas, esperando-se que dêem o seu contributo e permitam que colaborem num projecto comum personalidades que talvez venham a descobrir que têm mais em comum do que aquilo que pensam.

Da página constarão, além de artigos de opinião, notícias, recortes de imprensa e textos oriundos da blogosfera.

Visitem, comentem e divulguem.

Posted in área nacional, no-media // portugal | Com as etiquetas : , | 7 Comments »

Nós e Eles (cont.)

Posted by atrida em Terça-feira, Março 18, 2008

I mean he get off lightly, ‘cos I would’ve given him a thrashing – I only hit him once!
It was only a difference of opinion, but really… I mean good manners don’t cost nothing do they, eh?”

(Pink Floyd, “Us and Them”, 1974)

O debate aqui iniciado chega agora a esta casa e também a esta, felizmente sempre a um nível elevado, longe da imagem evocada pelos Floyd… Participem.

Não queria deixar de destacar a atilada visão do Miguel Vaz, expressa na caixa de comentários referida:

«O Nacionalismo tem muito a dizer no parlamento. A defesa da família, dos valores tradicionais. A luta contra o emprego precário, uma realidade cada vez mais presente nos dias de hoje. A promoção da identidade nacional, seja cultural, histórica, linguística ou étnica. A defesa do ambiente, do ordenamento do território, da biodiversidade. A dignificação das forças armadas e das forças de segurança, o primeiro garante da soberania nacional. A crítica aberta à globalização económica, à uniformização e à formatação mental. A defesa do Estado Social, do direito à Saúde, à Educação e à Habitação. A luta contra a desertificação e a promoção do mundo rural, último reduto das tradições portuguesas.
Como se vê, em quase tudo isto, seja a Causa Identitária, seja a TIR, seja o PNR, seja o próprio Corcunda, estão de acordo ;)
Porquê procurar as diferenças quando os pontos em comum estão tão à vista?»

Posted in área nacional, blogosfera | Com as etiquetas : , | 16 Comments »

Nós e eles

Posted by atrida em Terça-feira, Março 11, 2008

Em comentário ao meu postal intitulado “Velhopress”, o Corcunda refere que «há por aí uma tendência (a que tu não foges, caro Atrida) a falar de um “nós” que não existe. Como se pode fazer uma frente entre gente que diz coisas opostas? Como se podem juntar pessoas de esquerda, racialistas e conservadores (tradicionalistas, monárquicos, etc.) sem que exista uma parte grande a submeter-se a coisas que são o contrário do que defendem? Por exemplo, um conservador não pode aceitar o estatismo e a redistribuição social igualitária dos TIR’s, p.ex. Um Identitário não pode aceitar que a comunidade não seja sobretudo um vínculo material, ao contrário do tradicionalista que vê a comunidade como uma forma de amizade ou amor superior à matéria. Quem prescinde destes elementos que são essenciais é porque não acredita neles o suficiente e portanto nunca foi aquilo que disse ser. Quem aceita que se propaguem todas as mensagens (mesmo as contraditórias) acredita em alguma coisa?»

Acho a questão mal formulada. Se efectivamente se quiser “fazer uma frente” não se vai pegar nas coisas opostas que dizem os seus elementos mas sim naquilo que os une. Em política não há romantismos mas táctica, não há amizades mas alianças (muitas delas pontuais). Não pretendo com isto que se abandonem os princípios que devem nortear a acção política – pelo contrário, a falta de princípios é que caracteriza quem está de bem com o sistema que nos desgoverna. Mas é perfeitamente irrealista pensar-se em mudar o estado de coisas sem o contributo de movimentos e pessoas que, mesmo tendo algumas incompatibilidades com as nossas ideias, mantêm alguns pontos em comum.

Confesso que também não tenho qualquer habilidade para esse exercício perigoso e recheado de armadilhas e incompreensões (e por isso nunca me envolvi na acção política). Mas no século passado há excelentes exemplos de pessoas de convicções que conseguiram alianças por vezes precárias mas que permitiram levar à prática boas políticas que de outro modo não sairiam das páginas de revistas doutrinárias.

Encontrar pontos comuns é um exercício curioso que serve para mostrar as potencialidades de uma comunicação (ou frente) entre “nacionais”, bem como os seus limites. Assim, eu concordo com a Causa Identitária quando esta organização fala dos perigos crescentes da imigração, em especial a extra-europeia; mas discordo do seu ideal europeu, tão vagamente romântico como perigosamente impreciso; concordo com a TIR quando denuncia os abusos laborais em certas empresas mas de modo algum concordo com a sua “via para o socialismo”. Tal como não tenho paciência para quem diz que quem não é branco não pode ser português (e vai ao ponto de “desaportuguesar” pessoas que já deixaram este mundo e que sempre foram portuguesas) também não compreendo quem ache que não há problemas em se continuar a receber em barda imigrantes dos PALOP. E tal como, sendo monárquico por convicção, me sentiria muito pouco à vontade a viver numa “monarquia democrática”, regime em que o rei é uma testemunha impotente da desagregação nacional. Igualmente pode soar-me mal ao ouvido o slogan do “orgulho branco” (se significar supremacia arrogante) mas arrepia-me ainda mais a retórica do “orgulho mestiço” com que nos matraqueiam a toda a hora, num afã despudorado de diluição da identidade (e, porque não dizê-lo, do sangue) europeu.

É por tudo isto que não vejo nenhum mal em haver uma plataforma de divulgação de iniciativas e textos oriundos das várias correntes ditas nacionais. Não só porque isso de modo algum significa que eu não “acredite em alguma coisa”, como significa que acredito que alguma coisa pode ser feita.

Posted in Acção política, área nacional, Causa Identitária, imigração, Novopress, TIR | Com as etiquetas : , , , , , | 12 Comments »

“Velhopress”?

Posted by atrida em Quarta-feira, Março 5, 2008

Não vi com bons olhos a mudança de gerência no Novopress. Anunciada como necessária dada a «persistente insistência pela parte da, até ao momento, equipa editorial deste espaço internético em publicar artigos retirados de uma página de internet profundamente anti-identitária, na qual os identitários em geral e a Causa Identitária em particular são sistematicamente alvo de difamação e insultos vários» esta alteração na equipa que mantém a secção portuguesa da Agência informativa identitária Novopress configura uma diminuição da independência (e irreverência) da equipa cessante, que concedia «voz a todos, […] mostra[va] pontos de vista alternativos, […] tenta[va] os leitores a pensar pela sua própria cabeça».

Não sei a que página “profundamente anti-identitária” se refere o comunicado, e na verdade isso nem me interessa particularmente. Compreendo que ninguém goste de dar voz a quem nos insulta mas será que esses insultos eram reproduzidos no Novopress ou este apenas fazia referência a outros textos dessa página?

Antevejo para o Novopress um maior confinamento na visão identitária da realidade, concedendo menos (ou nenhum?) espaço a outras visões da Europa e da actualidade em geral. Não digo que a página deixe de ter interesse mas tenderá certamente a transformar-se num órgão oficial da Causa Identitária. Perde a liberdade de expressão e perde espaço a pluralidade de opiniões na área nacional, confirmando a apetência desta para a lógica do ghetto.

Posted in área nacional, Causa Identitária, Novopress | Com as etiquetas : , , | 9 Comments »