Odisseia

«Mas está oculto no seio dos deuses se voltará ou não, para se vingar deles na sua casa.» (Homero)

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A longínqua Restauração

Posted by atrida em Quarta-feira, Dezembro 16, 2009

Definitivamente não existem condições para manter em actividade este blogue, um problema que de resto se faz sentir desde os tempos do “Horizonte”. Desta forma, este é o último postal que escrevo no “Odisseia”, projecto que não tem mais razão de ser. Ficam felizmente em actividade muitos bons blogues, cujas ligações à direita muito se recomendam.

Continuarei colaborando com outros projectos, nomeadamente com o recomendável Boletim Evoliano. Neste fim definitivo poupo os meus fiéis leitores a apelos de continuidade, fechando, pela primeira e única vez em sessenta e dois meses de blogosfera, as caixas de comentários.

Procurei dar o meu modesto contributo para que a ideia de independência nacional não fosse encarada pelos coevos como uma bizarria de saudosistas. Se se perde o orgulho pátrio, está escancarado o caminho para a servidão, objectivo último da modernidade. Esse esforço, quiçá inglório, pode e deve continuar noutros projectos, como já referi.

Por isso, este é apenas um até breve.

Viva Portugal!

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Jorge Ferreira, 1961-2009

Posted by atrida em Sábado, Novembro 21, 2009

Não conheci pessoalmente Jorge Ferreira. Lembro-me da sua combativa presença na AR como líder parlamentar do CDS e do seu papel na fundação do PND, projecto que manifestamente desiludiu mas com o qual colaborou até ao fim.

Na blogosfera apreciei sempre o seu Tomar Partido, blogue irreverente como o autor e sempre na vanguarda da denúncia dos podres do regime. Nutria uma simpatia  por blogues bem mais à sua direita (consulte-se a sua lista de ligações) – mostrando uma ousadia tão rara nestes tempos de mediocridade, cobardia e silêncios convenientes – e tinha sempre uma palavra amiga para comigo, não deixando de assinalar alguns textos que apreciava e os aniversários da minha presença como blogueiro – o último tem um mês. Partilhámos ainda a lista de contribuidores para a Alameda Digital.

Nesta hora triste quero lembrar um homem íntegro e um homem livre, que lutou pelas suas ideias e não, como tantos outros, por se locupletar com uma fatia do orçamento.

Que descanse em paz.

(O Insurgente listou os postais dedicados a Jorge Ferreira.)

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Três blogues, cinco anos de blogosfera

Posted by atrida em Quinta-feira, Outubro 8, 2009

Faz hoje cinco anos que nasceu o “Santos da Casa”, o meu primeiro projecto blogosférico, que esteve albergado inicialmente no Weblog e depois no Blogger. Seguiu-se-lhe o Horizonte e finalmente este Odisseia.

Com um click nas imagens abaixo pode aceder aos referidos blogues, consultar os seus arquivos, ler e reler alguns dos textos mais interessantes.

A todos os leitores e amigos, aos mais antigos e aos mais recentes, o meu obrigado pelo apoio que sempre testemunharam, especialmente em momentos de maior desânimo da minha parte.

SdC_I

SdC_II

Horizonte

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Espécies raras e menos raras

Posted by atrida em Sexta-feira, Agosto 7, 2009

20061114_sheepNão é preciso polémicas na blogosfera para sabermos que a cretinice nela campeia. Também não surpreende que certos aggiornati tenham horror a minorias, como são os adeptos do Belenenses.

Também não deve interessar ao rigoroso escrevinhador que, mesmo num ano desportivamente lamentável, o Belenenses tenha ficado em sétimo lugar em média de assistências aos jogos da I Liga (conforme dados oficiais).

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Livro de caras

Posted by atrida em Domingo, Julho 26, 2009

Entristece-me ver muitos confrades da blogosfera a diminuir drasticamente a actualização do seus blogues em prol de uma coisa chamada “Facebook”. Já fui convidado a aceder a essa “rede social”, anuí- e rapidamente arrepiei caminho. O espaço pode ser interessante para partilha de informações mas em nada substitui, sequer complementa, a blogosfera.

Mesmo abstraindo das mensagens ridículas tipo “fulano de tal quer ser seu amigo” (!), “quer mesmo deixar o Facebook? Sicrano vai ter saudades suas”, o espaço adequa-se bem à mentalidade portuguesa das quintinhas, das redes de amigos onde só entram os conhecidos, da troca de informações em estilo meio confidencial, da exposição das preferências e gostos de cada qual. Como se vê, tudo o oposto da blogosfera, onde ao sabor de uma pesquisa na rede se pode descobrir um espaço fascinante ou aceder a ideias, grupos de pessoas e informações de que se não fazia de todo ideia.

Mas cada um ocupa o seu tempo livre como muito bem lhe aprouver, é pena é em alguns casos a blogosfera perder fulgor por culpa do tal “Facebook”.

Perdemos todos.

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Porta da Loja

Posted by atrida em Domingo, Julho 26, 2009

Um dos melhores blogues portugueses é a Porta da Loja. O José denuncia com vigor os podres do regime. Fazendo uso, por vezes de forma deliciosa e sempre pertinente, de um arquivo generoso, o autor desmonta a farsa em que temos sido condenados a viver.

Um espaço de liberdade  e um grande bem-haja ao corajoso autor.

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Direita “revisitada”

Posted by atrida em Terça-feira, Julho 14, 2009

Uma vez por outra O Jansenista volta à carga, qual panzer como o que ilustra o seu mais recente postal, que versa a direita que ele apreende dos blogues. O autor fala num reencontro com uma tendência política que sabemos abraçou em tempos (início dos anos 80?) e da qual se foi distanciando, parecendo-me que com muito rancor.

É pena que esse rancor o leve a fazer apreciações que, a meu ver, se tornam pouco objectivas, visando descredibilizar completamenbte aquilo a que poderíamos chamar o nacionalismo português actual, quiçá de forma a confortá-lo na bondade das razões que o levaram a afastar-se dessa corrente ideológica.

E é pena, porque a dita corrente bem precisa de confrontar-se com um olhar externo, dado que o meio, apesar de propenso a cisões, vive uma espécie de pacto de não agressão dentro de cada grupo, em particular dada a exiguidade respectiva e consequente conhecimento e amizade entre os seus membros. Uma análise de um observador externo, como o Jansenista, seria por isso uma forma de os nacionalistas olharem para si próprios e para a sua estratégia.

Como disse, a análise do Jansenista prima pela imprecisão e mesmo pela falta de objectividade. Alguns exemplos:

– «a cumplicidade com todo o tipo de profanações idiotas do nosso adquirido civilizacional»: isto é verdade no que se refere a certas tendências neo-pagãs, que nutrem um doentio desprezo pelo catolicismo, ignorando boçalmente o seu papel na formação de Portugal e na sua afirmação como Nação; não é de todo o caso para quem reconhece esse legado e não tem problemas com a nossa história;

– «a veneração de todos os «losers» que a nossa sociedade foi produzindo nos últimos 50 anos» – se ela existe não é pelo facto de os homenageados serem “losers” (termo que os anglo-saxões aplicam com evidente desprezo a quem a história não sorriu, independentemente do que defendiam) mas pelo exemplo que dão de persistência perante as maiores adversidades.

Em consequência, a caracterização da direita que o Jansenista faz torna-se um exercício de generalização que roça a má fé:

– «envergonhadamente racista, porque não saberia compatibilizar o racismo com o nosso passado colonial» – na verdade, hoje há uma tendência que não é envergonhadamente racista mas declaradamente racista e que despreza o nosso passado colonial, e uma tendência que não só não é racista (apesar de não compactuar com a invasão  migratória actual) como se orgulha daquele passado;

– «envergonhadamente fascista, preferindo apresentar-se como “identitária”» – na verdade, a grande maioria dos identitários (credo que não professo) abandonou qualquer referência ao fascismo e aos regimes nacionalistas do passado, abraçando uma ideologia supostamente adaptada aos tempos modernos (entenda-se aos tempos de um Europa invadida por extra-europeus), baseada em critérios etnicistas que a leva a apontar como exemplo… o estado sionista!

– «envergonhadamente anti-semita (…) [e] anti-yankee» – a tendência supra-citada é tudo o contrário (são muitos os identitários que apoiam a doutrina Bush (e israelita) de ofensiva anti-islamista); os “outros”, os nacionalistas tradicionais, não abandonaram a sua desconfiança face a Israel e ao imperialismo americano;

– «envergonhadamente tirânica» – errado: os identitários louvam amiúde a democracia (!) e os tradicionalistas nunca deixaram de a verberar, de forma alguma “envergonhadamente”.

Poderia dar-se o caso de que, por estar afastado do meio há várias décadas, o Jansenista tenha caído nestas generalizações involuntariamente; mas elas acabam por ser tão grosseiras que só podemos recomendar-lhe uma análise mais atenta do meio e das suas diversas tendências. Os nacionalistas são poucos e todos se conhecem, mal ou bem; a maledicência, a mesquinhez e a intriga – tal como em todas as correntes políticas – é doentia e omnipresente. Por isso, um olhar exterior será sempre bem vindo, desde que objectivo e sem preconceitos apriorísticos.

Para finalizar, de lamentar a frase com que termina o postal: «as ideias é que não prestam – deixaram de prestar, por mérito próprio e por força das circunstâncias». As ideias não deixam de prestar, ou são boas ou são más. Abandoná-las “por força das circunstâncias” é a pior forma de demonstrar falta de força de vontade perante as adversidades. Quando a direita que o Jansenista tanto despreza fala em “fidelidade” não o faz por ter parado no tempo: é antes a manifestação de que haja o que houver o homem íntegro lutará até ao limite das suas forças por aquilo em que acredita, mesmo que à sua volta só veja abandonos e decadência.

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Os vencidos

Posted by atrida em Segunda-feira, Julho 13, 2009

O retrato que o Bruno faz da lenta decadência e definhamento da blogosfera merece ser lido, não porque concorde com tudo o que lá vai apontado mas pela reflexão que lança.

A propósito da inesperada saída de cena do melhor blogue português, O Sexo dos Anjos, o Bruno fala de desencanto mas recorre à eterna desculpa dos intelectuais lusos, não só de agora: o “Portugalinho”. Recorre àquilo que precisamente o Manuel apela para que se não faça uso: «não adianta dizer que o público é estúpido».

Também não acho argumento totalmente válido afirmar-se que «estamos praticamente sozinhos. É assim porque insistimos em militar na oposição, a única que existe, fora dos interesses instalados do Bloco Central». Que me desculpe o Bruno, pessoa que muito estimo, mas aqui incorre numa certa auto-complacência de eterno oposicionista. Não tenho dúvidas de que ele e o Manuel, pessoas que conheço pessoalmente embora bastante imperfeitamente, e que tenho na melhor conta, não sonham em sacar algumas fatias do bolo orçamental e dos tachos como fazem as sanguessugas (Manuel Monteiro, dixit) que pululam neste desgraçado regime. Como céliniano que é, o Bruno não tem especiais ilusões sobre a natureza humana e, como tal, não deixará de admitir que, um dia chegado à assembleia ou a qualquer poiso de poder, alguns elementos do seu partido (ou de qualquer outro da área) seriam tentados (e prevaricariam, decerto) pelo abuso do poder e das vantagens ilícitas que actualmente lhe são quase intrínsecas.

É um erro – que o Manuel tem apontado ao longo dos anos – pensar-se que “nós” somos os puros, “nós” somos as pessoas de convicção e que “eles” só querem tirar vantagens pessoais pecuniárias e de poder. Não serão muitos mas em todos os partidos, mesmo os de assento parlamentar, há pessoas que não buscam mais que a prossecução do seu ideal e a quem repugna retirar proventos pelo facto de terem um cargo público. Devemos denunciar as traficâncias – que saltam à vista – mas não podemos ter a ilusão de que pode haver um grupo de pessoas, grande ou pequeno que, perante a possibilidade de exercer o poder, se comportaria impecavelmente.

O Bruno conclui a sua prosa falando no sentimento de derrota que assola tanta boa gente. Mas será que ele deriva apenas da constatação de que nada se consegue fazer para combater o deprimente estado em que a Nação mergulhou? Ou, recorrendo a Rodrigo Emílio, será que as nossas ideias não devem  mudar de gente? Não de Brunos ou Manuéis, que tanta falta lhe fazem. Mas de muitos e tantos que absorveram mal alguns conceitos, muitos deles imprecisos ou mesmo desadequados, erigiram-se em defensores do nacionalismo e da causa lusa e que, na sua imaturidade ou pura má-fé, defendem o contrário daquilo que levou Portugal a ser grande e não um cantinho onde gente supostamente da mesma origem coabita sossegadinha, alegre da vida por estar ao abrigo de perniciosas influências exteriores às suas “origens”.

Esta discussão, que no fundo é a eterna discussão da “área”, de conclusões claras para todos os campos desavindos, corrói a esperança das pessoas de bem e leva-as a declararem-se “vencidas”. Mas como deixar de defender aquilo em que se acredita para tentar conciliar, num magma impossível, princípios que chegam a ser antagónicos?

Ao longo de cinco anos de presença blogosférica peguei muitas vezes em textos do Bruno para dissertar, muitas vezes em discordância com ele, sobre temas que ele pertinentemente lançava. Que o Bruno não se deixe enganar pela minha “fixação” naquilo que ele escreve: só se discute verdadeiramente com quem se preza e o Bruno, para mim, carrega a responsabilidade de, a partir de 1 de Agosto, ficar como o melhor blogador luso em actividade.

Que nada o faça sentir-se vencido!

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Mentalidade e métodos de luta

Posted by atrida em Quarta-feira, Abril 29, 2009

Para reflexão: Mentalidade e Métodos de Luta, pelo Caceteiro. Se acharem oportuno, comentem por aqui o texto do nosso confrade (lá no seu tasco não há caixas de comentários).

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O Pasquim cumpre cinco anos de vida

Posted by atrida em Segunda-feira, Março 23, 2009

Há exactamente quatro anos escrevi: «Cumpre hoje um ano de vida o blogue O Pasquim da Reacção, farol da reflexão tradicionalista lusa.
Conheci-o via A Casa de Sarto, onde o seu animador principal escrevia (cito de memória): «Mas por onde é que andava este Corcunda?»
Com uma sólida base de filosofia política, o Corcunda tem sido um autêntico educador da blogosfera, dando pistas de reflexão, desmontando mitos, sempre com o fito de realçar os sãos princípios que uma Nação deve albergar na sua base.
O blogue saltou, por assim dizer, para a ribalta blogosférica quando o autor escreveu um texto intitulado “Identitários? Não me parece…”. Mal sabia o Corcunda o que o esperava! (…) Infelizmente, gerou-se um diálogo de surdos, que ainda hoje persiste. Daí aos insultos soezes, normalmente a coberto do anonimato, foi um passo. Mas o Corcunda, “deixou-os pousar”, largou umas gargalhadas e continuou o seu caminho.
Caminho esse reconhecido por muito boa gente, desde simples leitores a autores de blogues amigos. São esses que dão alento a continuar essa aventura que é ter um blogue, a qual, levada com seriedade e empenho, representa realmente muito tempo roubado a outras actividades. Mas quem é que se arrepende disso? O fascínio da blogosfera está aí.
Parabéns ao Corcunda, alguém que passou por velho resmungão e reaccionário, saudoso do salazarismo, nostálgico do Império perdido e que afinal até gosta de punk-rock e faz surf!
Que continue a navegar no mar mais ou menos encapelado da blogosfera são os votos deste blogue admirador e reconhecido.»

É verdade, leitor amigo, o Pasquim cumpre hoje cinco anos de vida. E o que escrevi há quatro anos é válido hoje. O Corcunda, no seu mais recente postal, expõe com uma sinceridade inabitual na blogosfera a sua própria evolução e aprendizagem, que mais não fez que o enriquecer, amadurecer as ideias, confrontá-las, testá-las, aperfeiçoá-las. E continua a ser um defensor intransigente de um Portugal digno da sua história e dos valores que a enformaram até certo ponto: até ao ponto em que foi sendo cada vez menos Portugal e mais uma coutada de ideias estranhas, internacionalistas e destrutivas da sua essência e da sua liberdade.

Em homenagem à coerência intelectual do Corcunda, aqui fica um testemunho de alguém (Jacques Ploncard d’Assac) que privou de perto com Salazar e que deu bem a medida da coerência do estadista que corporizou muitas das ideias por que lutamos:

«Muito poucos políticos poderiam tolerar hoje a comparação de afirmações feitas à distância de vinte anos. Na melhor hipótese, os textos mais recentes seriam a modificação de um ponto de vista amigo; as mais das vezes, o confronto havia de ser intolerável, pois salientaria contradições flagrantes. Que seja possível com Salazar pôr em confronto, lado a lado, pedaços dos seus discursos de 1928, de 1940 e de 1950, sem que o mais atento leitor possa descobrir uma só contradição, eis o que não é vulgar. E, ainda menos, que a sua extraordinária unidade e continuidade de pensamento transcenda o tempo.»

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Minoria Ruidosa

Posted by atrida em Sexta-feira, Março 20, 2009

Não sei qual de nós

Santos ou Miguel

Mais blogues criou

Inspirados pelo Manuel

 

Mas sei que a esperança de ambos

Em um Portugal Maior

É a de sempre

Lutar sem temor

 

Que é nos jovens

Como o nosso camarada

Que temos de ter esperança

Na liberdade reconquistada

 

Que a hora do resgate

Da Nação vilipendiada

Soa como sinos a rebate:

A História reconquistada!

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Prémios Odisseia 2008

Posted by atrida em Quarta-feira, Dezembro 31, 2008

De entre os blogues mais inconformistas da lusa blogosfera o Odisseia entendeu distinguir aqueles que mais se destacaram no ano que ora finda, atribuindo os seguintes prémios:

– Prémio Porta-Bandeira: Nonas, que hoje cumpre dois anos de frutuosa existência.

– Prémio Constância e Temperança: A Voz Portalegrense.

– Prémio Ecce Blogue: A Casa de Sarto.

– Prémio Tradição e Vanguarda: Eternas Saudades do Futuro.

– Prémio Saudades de Portugal: Euro-Ultramarino.

– Prémio Memória Nacional: Manlius.

– Prémio Portugalidade: O Pasquim da Reacção.

– Prémio Mestre da Blogosfera: O Sexo dos Anjos.

– Prémio Pena e Espada: obviamente para o Pena e Espada.

– Prémio Independência: Tomar Partido.

– Prémio Apareçam Que Fazem Muita Falta: Nova Frente e Último Reduto.

A todos eles e aos que não tendo sido premiados mas constam da lista de ligações deste blogue, a todos os leitores e amigos, que vão ajudando a construir a blogosfera nacional, votos de um ano novo cheio daquilo que mais desejarem.

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Entrevista a “O Sexo dos Anjos”

Posted by atrida em Segunda-feira, Novembro 24, 2008

Prosseguindo a sua promoção da blogosfera nacional, o Manuel Azinhal entendeu por bem saber a minha opinião sobre diversos temas. Já o disse e repito: o Manuel, além de incansável impulsionador da blogosfera, foi e continua a ser uma referência para muitos de nós, pela sagacidade, inteligência, pertinência e combatividade de que dá mostras há cinco anos.

A entrevista, que reproduzo em seguida, foi publicada ontem n’ O Sexo dos Anjos (link).

a) O que é o “Odisseia“? Porquê “Odisseia“?
– O Odisseia é um espaço que criei após se ter esgotado o projecto Horizonte, que tivera a mesma função face ao Santos da Casa que, na sua versão II estava longe do fulgor da versão I, que continua a ser o único projecto blogosférico que me realizou. É verdade que na altura estava numa fase da minha vida em que tinha mais tempo livre, podendo investir várias horas por semana em pesquisas que muito enriqueceram o blogue. Por outro lado, 2004 e 2005 foram anos de grande euforia na blogosfera, um entusiasmo que já desapareceu e que possivelmente nunca mais tornará.
Esta variedade de páginas que se foram alternando revela a minha instabilidade a nível de projectos mas também a incapacidade de deixar o meio, seja pelo vício da escrita, seja pela necessidade de não frustrar amigos e leitores fiéis, tudo factores a contar bem mais que a convicção de que possa fazer algo de efectivamente útil para que Portugal e a sua dignidade não sejam coisas do passado.
O nome “Odisseia” foi escolhido como imagem para a situação de um país que deveria estar em demanda da sua Ítaca – a sua grandeza e exemplo de País digno dos seus maiores -, mesmo que tal viagem, como a de Ulisses, pareça interminável, com inúmeros obstáculos que, em alguns casos, quase convenceram o herói de que nunca tornaria ao lar. Na verdade, sobreviver a um Cíclope ou aos cantos das sereias parece bem mais fácil que levantar uma Nação envilecida e hoje indigna da sua história.
b) É um blogue que navega à bolina ou tem um projecto próprio? Qual?
– Se calhar nem uma coisa nem outra. O projecto, em linhas gerais, seria não deixar morrer a ideia acima mencionada mas, pelo desânimo por tudo o que nos rodeia, acabo por deixar o barco muitas vezes à bolina, se calhar à espreita da brisa favorável. Outras vezes refugio-me na cultura, nas artes e letras, para manter temas que se calhar são bem mais interessantes para reflexão que listar as trafulhices dos democratas que fazem de coveiros de Portugal.
c) Viaja melhor quem viaja sozinho? Ou são melhores os blogues colectivos?
– Ambos têm virtualidades. Um blogue individual expõe um universo próprio, que pode ou não ser coerente e interessante de se partilhar; os blogues colectivos são projectos em comum em prol de algo que se pensa alcançar melhor trabalhando em conjunto. Na blogosfera há óptimos e péssimos exemplares de ambos.
d) É verdade que a cultura precede a política? E que as transformações políticas são anunciadas na literatura?
– Em muitos casos assim é. A Revolução Francesa, a bolchevique ou a nossa dos cravos pareciam anunciar-se nas páginas da Enciclopédia, de Dostoievski ou de José Gomes Ferreira, para dar apenas alguns exemplos. Mas a literatura mostra uma inquietação, um mal estar ou simplesmente uma conspiração em curso, não é ela em si, necessariamente, um factor detonador. Como os historiadores inconformistas demonstraram, as revoluções surgem de conspirações na sombra que podem levar décadas a medrar, englobando amiúde facções que, na aparência, são inconciliáveis, o que tem o efeito frequente de que aquilo que é anunciado no seu eclodir não ser realmente o que se pensa implementar. Dito isto, hoje em dia qualquer um que pretenda lutar contra um sistema cuja característica e motivação básicas é a eliminação das Nações, deve privilegiar a acção e divulgação culturais e não enredar-se num sistema político onde mesmo os maiores sucessos (aparentes) não logram abalar as fundações do regime – frequentemente reforçam-no mesmo. Basta pensar o que é a França hoje após três décadas de afirmação do Front national.
e) Parece-lhe que a internet pode constituir um quinto poder? Ou pode ser o primeiro?
– Parece um lugar comum dizê-lo mas num país como o nosso em que pouco se lê, em que se não cultiva a reflexão e em que não há preocupação com a coerência e persistência na afirmação de princípios, a internet parece mais uma trincheira onde se debatem as facções que desdobraram a luta que já conduziam nas assembleias políticas, nos jornais, nas lojas. Os poucos que aparentemente se preocupam com a cultura não hesitam em usar as mais baixas armas (desonestidade intelectual, demagogia, insultos gratuitos) nas suas lutas mesquinhas. A internet passou a ser apenas mais um meio nessa luta.
Só na área dita nacional é que ela parece ter sido realmente uma revelação, pois permitiu divulgar autores e ideias que estavam confinados aos alfarrabistas, aos textos policopiados, aos jornais confidenciais. Por isso, é um meio inestimável para todos os que se não resignam a esta podridão anti-nacional que governa a vida dos povos ocidentais.
f) Os homens de direita não são feitos para a política? Ou não o são para tempos mornos? Só as circunstâncias excepcionais mobilizam a direita política?
– Se pensarmos em “homens de direita” como aqueles que crêem que qualquer sociedade sã deve ser hierárquica, pelo mérito e não pelo privilégio (familiar ou económico) e que não pode dispensar o melhor da Tradição no seu ordenamento, se calhar chegamos à conclusão de que essa é uma espécie em vias de extinção. Hoje os chamados nacionalistas albergam mais gente que – alguns mesmo sem o saberem – são de esquerda, têm o “mind set” da esquerda; infelizmente confunde-se capitalismo globalizado com economia de mercado – algo que denuncia fraca formação teórica e ainda menor reflexão – e parte-se para o “socialismo”, seja o socialismo nacional ou apátrida, como solução mágica. Desdenham-se os empreendedores honestos – que são das coisas que este ou qualquer outro país mais precisa – e apresenta-se a cartilha socialista como panaceia; tudo isto denuncia uma grande preguiça – preguiça mental e preguiça de quem nunca quererá arriscar, fazer algo de útil para a sociedade pelo esforço e repousa os seus anseios societários nos milagres dos gabinetes e na burocracia estatal. Enfim, mais uma face do problema e não a sua solução. Neste sentido, não é o grupo parlamentar do CDS que cabe num táxi mas sim os homens de direita.
g) Não lhe parece um fenómeno estranho este de durante mais de 40 anos Portugal ter sido governado, com apreciável estabilidade e consenso, por um regime de direita, e desaparecido este ter-se verificado de súbito que não só o regime não tinha ninguém como nem existia direita em Portugal?
– Nem por isso. Portugal sempre foi um país com um fundo anárquico, pouco disciplinado e que, entre duas crises em que o caos sobrevém, procura um guia que reponha alguma estabilidade e tranquilidade. Salazar desempenhou esse papel se calhar durante mais tempo do que os portugueses pretendiam; não conseguiu assentar as raízes de uma ideologia nacionalista, patriótica, hierárquica, tradicional; tão só desmantelado o regime já os portugueses se compraziam em desdenhar o que é nacional – um mal histórico – e em se adaptar aos ventos da globalização – que hoje, também com a maior desenvoltura, tanto criticam.
Os integralistas tinham razão quando diziam que um regime republicano, mesmo que num determinado período histórico tenha à frente um líder excepcional, será sempre incapaz de assegurar perenemente uma boa e sã governação porque lhe falta o garante desta: o monarca, como depositário da Tradição, dos valores que permitem a uma Nação sobreviver e da sua independência. Infelizmente, hoje os valores maçónicos, como uma praga, corroeram até o próprio corpo de valores monárquico, de tal forma que os reis sem trono só nos fazem dó, pela forma patética com que se tentam adaptar aos ventos da história. É uma comédia trágica.
h) Qual a explicação para a ausência da direita na vida política portuguesa, mesmo passados mais de 30 anos sobre essa formidável desaparição massiva?
– Creio que atrás já deixei algumas pistas para responder a esta questão. Refiram-se o baixo nível cultural da chamada direita, que não consegue passar para as gerações mais novas valores coerentes; a ditadura cultural de esquerda, infelizmente bem eficaz, conseguindo deslocar o centro ideológico para posições que há trés décadas seriam seguramente de esquerda, senão mesmo de extrema-esquerda; e, também grave, a ilusão que foi a identificação com a direita de sectores que apenas estavam apostados em lutar contra o comunismo e a Constituição de 1976 para salvaguardar os seus interesses materiais; aliados provisoriamente à direita ideológica, possivelmente nutriam quase tanto desprezo por ela como pela esquerda. Por isso, talvez não se deva falar em “desaparição massiva” mas sim em “ilusão massiva” que foi pensar-se que por sermos um país católico a maioria silenciosa seria convictamente de direita. Na verdade, o português é bastante crédulo e vai sempre atrás de quem lhe vende melhor um produto ideológico.
i) A blogosfera de que somos parte, já com mais de 5 anos, trouxe algo de novo? Quais os méritos que lhe atribui, e quais as insatisfações que mantém em relação a ela?
– A blogosfera, no meio de muitos espaços numerosos de facciosismo e fanatismo, tem sido uma surpresa agradável nas situações, felizmente não tão pouco numerosas, em que consegue expressar livremente opiniões e correntes que só muito pontualmente poderiam chegar a um jornal, uma rádio ou um programa de televisão, com a independência de quem não procura outra coisa que, com verticalidade, denunciar iniquidades do regime ou promover ideias e pensamentos completamente censurados pela mídia. É gratificante constatar-se como ainda há umas boas dezenas de pessoas com convicções firmes e com independência de pensamento, que não aceitam-se confinar-se ao molde politicamente correcto que tenta trucidar a liberdade de pensamento. Não falo em liberdade de expressão mas sim de pensamento pois o pc procura actuar na mente das pessoas antes da formulação de uma reflexão, condicionando a própria forma de desenvolvimento de uma ideia. É sem dúvida uma maneira tão eficaz quanto sinistra de tornar as pessoas uns cãezinhos de Pavlov, como o comunismo também tentou. É por isso que, estando fechadas todas as outras formas de comunicação, a blogosfera tem tanta importância, constituindo-se como um dos últimos redutos para os homens livres deste tempo.
Por isso, em vez de desfiar um rol de defeitos da lusa blogosfera, prefiro elogiar o papel que pessoas em maior número do que eventualmente julgaríamos têm tido na luta pela sobrevivência da dignidade humana – não a da cartilha pc mas a verdadeira.

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Fitas democráticas

Posted by atrida em Segunda-feira, Outubro 20, 2008

O processo que conduziu à saída do nosso amigo Paulo Porto (*) do rol de colaboradores do blogue Corta-Fitas é exemplar. Exemplar do estado podre em que se encontra a livre expressão de ideias nesta democracia hipocritamente apostada em censurar toda e qualquer opinião que vá contra os “credos comummente aceites” (sic! – vidé este postal, que de resto, muito democraticamente, não pode ser comentado), ao mesmo tempo que continua a arvorar-se em defensora das liberdades.

Convidado à “moderação”, obviamente que um Senhor como o Paulo mandou-os, educadamente, passear e bateu com a porta. Os que ficaram (sim, houve abandonos solidários) desmultiplicam-se em argumentações que só convencem os tolos – quando não caem na grosseria típica de gente de má índole.

Exemplar também o facto de o Corta-Fitas contar entre os seus colaboradores com jornalistas, aquela criatura coeva que sabe o que pode e o que não pode escrever num jornal e que, em busca de maior liberdade de escrita, vem para a blogosfera – fazer a mesma figura. Outra prática da casa é não fazer ligações para páginas que os seus colaboradores até lêem mas que não “fica bem” incluir na lista de ligações. Avisei o Paulo disso logo no seu postal de estreia, algo constrangido por estar a fazer figura de desmancha prazeres num momento em que o Paulo estava radiante por voltar às lides de onde nunca deveria (nem, no fundo, quereria) ter saído.

Infelizmente, era de prever que isto viesse a ocorrer. Quando não se consegue contrariar as opiniões alheias com argumentos válidos convida-se o iconoclasta à “moderação”, chama-se-lhe “totalitário” ou “miguelista” e arruma-se a questão. Cala-se uma voz incómoda e bingo para o estalinismo democrático.

Um forte abraço para o Paulo.

(*) Anteriores páginas do Paulo: O Misantropo Enjaulado, Calma Penada e As Afinidades Efectivas.

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O Odisseia feito pelos seus leitores

Posted by atrida em Segunda-feira, Outubro 20, 2008

Ter leitores inteligentes, cultos e pertinentes nas suas análises é um privilégio de qualquer blogue. Muitas vezes os contributos dos leitores enriquecem – e de que maneira – um blogue. Sem querer ser injusto para com todos os outros comentadores que vão deixando aqui as suas impressões, não quero deixar de chamar a vossa atenção para este comentário da leitora Maria, que é quase um diagnóstico do mal político, social e cultural que vem minando este país há mais de três décadas.

A não perder.

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