Odisseia

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Posts Tagged ‘Humberto Nuno Oliveira’

Vote-se, então

Posted by atrida em Domingo, Junho 7, 2009

Não gosto muito de votar mas, enfim, desta feita lá fui.

Sempre apreciei a postura do Humberto, a sua frontalidade e a forma directa como expressa as inquietações dos portugueses que não abdicam de o ser, verdadeiramente.

Sempre tive reservas em relação ao PNR, à forma como – pelo menos vendo de fora – o partido se tornou um albergue de tendências inconciliáveis, algumas delas para mim inaceitáveis. Já nem falo do registo criminal de alguns rapazes que por lá andam.

Mas também admiro a coragem dos dirigentes e militantes que enfrentam a hipócrita polícia política coeva. A hipócrita democracia cuja verdadeira (única?) causa é a destruição de Portugal.

Nesse sentido, mal ou bem, algumas vezes mal outra bem, o PNR tem sido a única força política a denunciar esta trágica realidade. E o Humberto, sem sobra de dúvida, a sua melhor e mais convincente voz.

O voto pouco significará. Mesmo em países em que as forças nacionalistas cresceram para o campo dos dois dígitos o sistema sempre arranjou forma de as neutralizar e de reforçar as medidas de liquidação pátria, como frisei há três meses.

Mas, como também refere o nosso amigo Manuel, «por vezes o voto tem um significado testemunhal, que ultrapassa a mera contabilidade. Pode ser um manifesto vivo.»

Assim seja.

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Votar?

Posted by atrida em Segunda-feira, Março 16, 2009

Quem me conhece sabe que não sou pessoa de democracias. A democracia é, a meu ver, o regime em que o povo é mais logrado: na ilusão do seu suposto poder (que mais não é do que, de quatro em quatro anos, depositar um papelinho votando numa lista de candidatos pré-fabricada) é despojado do mesmo, da sua capacidade de ser bem governado, sendo antes dirigido por quem se governa bem.

Já mestre Maurras demonstrara que a democracia é a casa da corrupção, do controlo do Estado por grupos de interesses que são estranhos ao bem estar da população e antagonizam a sua história e os seus valores tradicionais em benefício do seu bem estar muito particular e de agendas obscuras. Distribuindo-se pelos partidos com hipóteses de chegar ao governo, verdadeira máfia que é, a clique democrata manieta as nações, subjugando os povos com um grau de controlo inominável, tornando impossível a vida fora do “guarda-chuva” da todo-poderosa legislação democrática.

Pelo que precede se compreenderá porque é que raramente voto: não só isso representa dar uma caução a um regime abominável, como é a expressão da impotência em lutar contra o mesmo. Há quem pense que esta luta se pode fazer dentro do sistema. Duvido – e os factos dão-me razão (basta lembrar a mão cheia de nada que alcançou o FN em França ao longo de trinta anos de excelentes votações ou a impossibilidade de manutenção do FPÖ no governo de coligação austríaco ostracizado pela democratíssima UE – União Escravizadora). Isto não obsta a que se possa entender o voto como uma manifestação de indignação, de desprezo, de protesto.

Esta arenga vem a propósito da candidatura de Humberto Nuno Oliveira ao parlamento europeu. Anti-europeísta que sou, nunca me dei ao trabalho de votar – nem mesmo nulo – nas eleições ditas europeias. Votar para eleger indivíduos que durante quatro anos vão abichar uns milhares e ajudar a consolidar este estado totalitário que é a soviética UE não faz o meu género. No entanto, há que louvar o esforço de HNO em fazer passar uma mensagem que diz o essencial sobre esta bárbara Europa que nos impuseram: combatendo o federalismo, o esvaziar das liberdades nacionais, a imersão na globalização asfixiante e a imigração desregrada e metodicamente escolhida para destruir os povos europeus e as suas tradições que ainda resistem – HNO faz muito pelo seu país, empunhando a bandeira dos bons valores, dos valores sãos da dignidade nacional e da liberdade pátria contra o rolo compressor mundialista.

Nunca o fiz em quatro anos e meio de blogue e assim continuarei: não apelo ao voto em nenhum partido ou projecto porque tenho legítimas dúvidas sobre a sua eficácia e porque isso vai contra as minhas profundas convicções; mas não quis deixar de partilhar convosco um testemunho de respeito e gratidão para com a corajosa campanha que HNO está a levar a cabo.

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