Odisseia

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Posts Tagged ‘judaísmo’

Dostoievski sobre os judeus

Posted by atrida em Sexta-feira, Dezembro 19, 2008

dostoievskiMas veio o libertador e emancipou os camponeses russos e quem foi o primeiro a precipitar-se sobre eles como sobre uma vítima? Quem soube aproveitar-se tão bem das suas fraquezas e defeitos em proveito próprio?… Quem se deu pressa em envolvê-los nas suas eternas redes de oiro?… Quem se precipitou enquanto pôde, a suplantar os seus antigos senhores, com a diferença de que os proprietários fundiários de outrora, se era certo que exploravam e bastante o mujique, tinham, contudo, o cuidado de não arruinarem por completo os seus servos, como faz o Hebreu, ainda que fosse por interesse próprio, para não esgotar a sua capacidade de trabalho? Mas o Hebreu que se lhe importa de esgotar a força russa? Desde que obtenha o que pretende, o resto é o menos. Já sei que quando lerem isto os hebreus se porão a protestar, dizendo que não é verdade, que os calunio, que minto, que dou crédito a todas estas calúnias, porque não conheço os seus “quarenta séculos de história”, a história desses anjos puros, que são incomparavelmente mais morais que todos os outros povos juntos da Terra, para nada dizermos do russo deificado por mim. Extraio isto da carta que cito mais acima. Pois muito bem; poderão ser mais morais que todos os outros povos juntos da Terra, para nada dizermos do Russo; mas eu acabo de ler no número de Março do Mensageiro Europeu que na América do Norte (nos Estados do Sul) os hebreus se lançaram sobre os recém-emancipados negros e agora os dominam de uma maneira muito diferente da dos antigos donos das plantações. Naturalmente que o fazem valendo-se da sua eterna “rede de oiro”… com uma arte excelente para se aproveitarem da ignorância e dos vícios do povo que tratam de espoliar. Ao ler isto pensei que há cinco anos atrás esta notícia me teria colhido de surpresa: “Agora já estão emancipados os negros dos donos dos engenhos; mas, como irão eles quedar-se imunes no futuro, se, em seguida, cairão sobre o tenro cordeirinho pascal os hebreus que no mundo tanto abundam?” Assim pensava eu há cinco anos, e garanto-lhe que de há cinco anos para cá me perguntei a mim próprio com frequência: “Porque será que na América do Norte não se fala dos judeus, que os jornais não dizem nada dos negros? E no entanto esses escravos são um verdadeiro tesouro para os hebreus. Como é que eles os irão respeitar?” Pois muito bem, eles aí estão. E vai para dez dias lia eu no Novo Tempo uma informação de Kovno, que é também muito característica:”Os hebreus -dizia esse diário – arruinaram quase toda a população lituana com a aguardente, e, só graças aos padres católicos, com as suas admoestações e as penas do inferno e a formação de associações de temperança se conseguiu salvar essa pobre gente de desgraças maiores”. O culto correspondente envergonha-se de que o seu povo continue a acreditar nos padres e nas penas do inferno e sem mais aquelas acrescenta que, além dos curas, se uniram também os capitalistas para fundarem bancos agrícolas “a fim de libertar o povo das garras do usurário hebreu”, bem como mercados, onde “o pobre camponês que tanto trabalha” possa comprar as coisas necessárias por um preço módico e não pelo que o Hebreu lhes impõe. Limito-me a reproduzir o que li; mas de antemão sei o que me vão responder: “Tudo isso não demonstra nada e é apenas o resultado de os Hebreus serem pobres e estarem muito oprimidos; tudo isso mais não é que “luta pela existência” – coisa que só um leitor de curtas vistas deixará de ver -, e se os israelitas, em vez de serem tão pobres, fossem ricos, mostrar-se-iam tão humanos que todo o mundo se espantaria.” Mas, em primeiro lugar, tanto esses negros como esses lituanos são ainda mais pobres do que os hebreus que os espremem até mais não poderem, e no entanto – leia-se a informação citada – abominam esse género de comércio a que é tão dado o Hebreu. (…)
Evidentemente que em todos os tempos fez o homem um ídolo do materialismo e sempre tendeu a ver e a cifrar a liberdade na sua segurança própria mediante o “ouro com todas as suas forças invocado e por todos os meios defendido”. Mas nunca se viram esses sentimentos elevados tão franca e dogmaticamente à categoria de princípio supremo como no nosso século XIX. “Cada um para si e só para si, e toda a comunidade dos homens só em meu proveito”; eis aqui o princípio moral da maioria dos homens de hoje em dia e não já os piores, mas dos homens que trabalham e não matam nem roubam. E a falta de piedade para com as massas inferiores, a ruína da fraternidade, a exploração do pobre pelo rico -oh!, isto, naturalmente já existiu antes e sempre! -, mas não se tinha convertido numa verdade e numa filosofia, pelo contrário, o cristianismo deu-lhe constantemente batalha. Enquanto agora, pelo contrário, está erigido em virtude. Por isso pode supor-se que não deixou de influir neste estado de coisas o facto de os Hebreus dominarem ali (na Europa) as Bolsas e manejarem os capitais a seu talento, e concederem créditos, e, repito-o, serem os amos de toda a política internacional. E o resultado de tudo isso é que o seu reino se aproxima, o seu reino completo! Inicia-se o triunfo daquelas ideias ante as quais deverão inclinar-se os sentimentos de amor à humanidade, de ânsia de verdade, os sentimentos cristãos e os nacionais e até o orgulho étnico dos povos europeus. Triunfa o materialismo, a cega, voraz, cobiça do bem-estar material para a própria pessoa e o empenho de entesourar dinheiro com o mesmo fim – tudo isso reconhecido como finalidade suprema, como razoável, como liberdade, em lugar da ideia cristã de salvação, apenas pela união rigidamente ética e fraterna dos homens. Talvez me respondam a isto com um sorriso, que isso se não deve de maneira nenhuma aos Hebreus. Claro que não apenas aos Hebreus; mas, tendo em conta que os Hebreus da Europa, a partir precisamente do dia em que esses novos princípios obtiveram ali a vitória, preponderam, inclusivamente, na massa e que as suas normas foram erigidas em princípio moral, pode muito bem afirmar-se que o judaísmo teve em tudo isso uma grande influência.
Dostoievski, “Diário de um Escritor”

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A afirmação de certo ideal

Posted by atrida em Quarta-feira, Dezembro 17, 2008

O judeu vai-se libertando à medida que o cristão se torna judeu. (Karl Marx)

O mundo materialista que nos foi dado em sorte viver não surgiu do acaso, da confluência da acção isolada de empreendedores. Ele é a realização, a afirmação, a libertação do ideal judaico. Se, para um dos Rockefellers, “a União Europeia é a realização política do ideal judaico”, toda a estrutura da sociedade assente no primado da economia e das finanças é a implementação de um certo modo de vida, que na “obscura” (como a propaganda do regime nos quer fazer crer) Idade Média era olhado com desprezo e com a Idade das Luzes (serão as luzes do brilho do ouro?) se começou a afirmar com mais decisão.

O ser humano passa a ser um homo economicus, supostamente movido pelos seus interesses materiais; perde referências culturais e históricas; perde raízes e vive em cidades iguais umas às outras; reprime sentimentos de identidade e acolhe, obrigado, ideais mundialistas. Vive para o dinheiro e o conforto; despreza o sacrifício, o idealismo desinteressado.

Só um povo, precisamente aquele que promoveu incansavelmente este estado de coisas, pode abertamente continuar a afirmar ainda com orgulho a sua identidade, as suas crenças, a sua história, o seu direito a um território. Não é por acaso que um seu ilustre membro, agora a braços com um escândalo financeiro de enormes proporções, seja também um generoso contribuidor para a causa sionista. O ideal estará completado quando apenas um povo à face da terra se puder orgulhar de ter resistido à mundialização.

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